A advogada Gabriela Vieira Serafin, que tem mais de 32 mil seguidores nas redes sociais, onde é conhecida como “advogata”, atua na área criminal há pelo seis anos. Ela está foragida desde abril, suspeita de ser uma das lideranças de uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas que atuava na região da Tapera, em Florianópolis.
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Gabriela tem 29 anos e mora na capital catarinense. Segundo informações disponibilizadas nas redes sociais, ela é advogada criminalista desde 2020, sendo especialista em revisões criminais e execução penal. A “advogata” também é pós-graduada em investigação criminal e segurança pública e afirma ter sido voluntária na Defensoria Pública de Santa Catarina.
Veja fotos da “advogata”
Na internet, Gabriela mostrava a rotina como advogada de suspeitos por crimes como tráfico de drogas, compartilhando vídeos sobre processos criminais e utilizando gírias para falar sobre os casos. Em um dos registros, ela falava sobre uma cliente que tinha sido presa após tentar levar drogas de Florianópolis para Paris:
“A guria ia embarcar para Paris com um quilo de cocaína dentro do tênis. Eu cheguei lá na Polícia Federal para acompanhar esse flagrante. Foi presa no aeroporto de Florianópolis com passagem para a França. Vocês acham que a guria ia levar pouca droga? Pô, se vocês vissem o tamanho do pé dela, ela tava com aqueles tênis, sabe? Branco, pagodeiro, tá ligado?”
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Com os vídeos, gravados muitas vezes dentro do próprio carro, Gabriela ganhou popularidade, principalmente pela linguagem coloquial usada. O perfil dela chegou a aparecer como “indisponível”, mas voltou a poder ser acessado.
Operação mapeou pontos de venda de drogas e intermediadores
A advogada foi alvo da operação “Quebra de Comando”, deflagrada no dia 12 de maio pela Delegacia de Combate às Drogas do Departamento de Investigação Criminal de Florianópolis. A operação foi resultado de aproximadamente 1 ano de investigação, com diligências, monitoramentos e apurações sobre a dinâmica criminosa local.
Com as investigações, foram mapeados pontos de venda de entorpecentes, e identificados operadores do tráfico, intermediadores e responsáveis pela logística criminosa instalada na comunidade da Tapera.
Ao todo, 15 pessoas foram presas na ocasião, com 30 mandados de busca e apreensão. Na casa da advogada, nada de ilícito foi encontrado, apenas dispositivos eletrônicos. Ela, no entanto, não estava no local.
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Ao NSC Total, o MP afirmou que foi proposta uma ação penal por meio da 39ª Promotoria de Justiça da Capital, com atuação no combate ao crime organizado. A ação tramita na Vara Estadual de Organizações Criminosas, e está sob análise do Poder Judiciário. O caso está em sigilo.
O que diz a defesa?
Em nota, o escritório Duncke & Menna Advogados Associados, responsável pela defesa de Gabriela, afirmou que, até o momento, não existe qualquer condenação judicial contra a advogada.
“A investigação baseia-se em elementos interpretados pela autoridade policial a partir de conversas extraídas de aparelho celular apreendido de terceiros, sem que haja diálogo diretamente atribuído à advogada Gabriela Vieira Serafin. Também foi cumprido mandado de busca e apreensão em sua residência, ocasião em que nenhum objeto ilícito foi localizado ou apreendido”, destacou a defesa.
Os advogados relatam que a advogada “vem sendo submetida a intensa exposição pública, muitas vezes acompanhada de conclusões antecipadas incompatíveis com o princípio constitucional da presunção de inocência”.
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