São mais de 60 anos de carreira como músico, mais precisamente, como oboísta. O oboé é um instrumento de sopro, o qual Gordon Hunt toca desde os 14 anos. Ele se aperfeiçoou, ocupou o cargo de primeiro oboé em uma filarmônica e chegou a tocar no casamento do então príncipe Charles com Camila. Há alguns anos, ele participa como professor e dá aula no Festival de Música de Santa Catarina (Femusc), em Jaraguá do Sul.
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Gordon conta que já são 61 anos como músico. Ele cresceu com a veia artística. Isso porque a mãe era professora de piano na Royal Academy of Music, em Londres, e o pai tocava violino.
— A música estava, por assim dizer, “no meu sangue”. Antes, eu tocava piano, mas acabei escolhendo o oboé. Havia algo na “voz” do instrumento que me fez querer tocá-lo — lembra sobre a infância.
Entre os principais marcos da carreira, Gordon cita o fato de ter ocupado, por muitas décadas, o cargo de primeiro oboé na Philharmonia Orchestra e na London Philharmonic Orchestra.
— Além disso, fiz muitas gravações solo e de música de câmara, e, entre elas, diria que a gravação do Concerto para Oboé, de Richard Strauss, é uma das mais importantes — destaca.
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Entre outras experiências marcantes está o episódio em que tocou no casamento do agora Rei Charles e da Rainha Camilla. Ele define o ocorrido como algo extraordinário.
— Executei o movimento lento do Concerto em ré menor, de Albinoni, enquanto eles caminhavam pelo corredor até o altar para a bênção, e é algo que nunca vou esquecer. Em outra ocasião, depois disso, quando toquei o Albinoni novamente em um concerto ao qual Charles assistia, ele me disse depois: “Oh, Gordon, quando ouço esse Albinoni, isso me traz lágrimas aos olhos” — recorda.
Confira vídeo do oboísta no casamento do Rei Charles
O músico e sua ligação com Jaraguá do Sul
Gordon conta que neste ano, participou do seu 13º Femusc. Ele foi convidado por Alex Klein para participar do corpo docente. Para ele, o evento é algo especial, que o marcou desde a primeira vez e, por isso, aguarda todos os anos com expectativa.
— Acredito que o Femusc seja um dos festivais mais importantes não apenas da América do Sul, mas do mundo inteiro. Isso se deve à presença de tantas pessoas diferentes, de vários países, tanto estudantes quanto professores, e à sensação de que a música é algo essencial na vida. Tentamos transmitir isso uns aos outros enquanto estamos aqui e levar esse sentimento conosco mesmo depois de deixarmos Jaraguá do Sul — finaliza.
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