Após Ronaldo Caiado confirmar que será pré-candidato do PSD à Presidência, o vice-governador Daniel Vilela (MDB), assume o governo de Goiás. A posse vai acontecer nesta terça-feira (31), às 14h, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), em Goiânia.
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De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pessoas que ocupam cargos no Executivo e pretendem disputar as eleições, como é o caso de Caiado, precisam renunciar ao mandato seis meses antes do pleito, ou seja, até o próximo sábado (4), conforme a regra prevista na Lei de Inelegibilidades.
Quem é Daniel Vilela?
Nascido em Jataí, no sudoeste de Goiás, em 23 de outubro de 1983, Vilela é formado em Direito pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e pós-graduado em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
É filho de Maguito Vilela, ex-governador, ex-senador e ex-prefeito de Aparecida de Goiânia. Daniel é casado com Iara Alves Netto Vilela e tem dois filhos.
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Confira a trajetória política de Daniel Vilela
- 2009 a 2010: vereador em Goiânia pelo MDB
- 2011-2014: deputado estadual de Goiás pelo MDB
- 2015–2018: deputado federal pelo MDB e presidente da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ)
- 2018: disputa o cargo de governador de Goiás pelo MDB, mas não é eleito
- 2022: é eleito vice-governador na chapa de Ronaldo Caiado pelo MDB
- 2026: assume o governo de Goiás após a saída de Caiado para disputar a Presidência
Qual é o posicionamento político de Daniel Vilela?
Diferentemente de Caiado, Vilela nunca defendeu publicamente a anistia ampla, geral e irrestrita para os envolvidos no 8 de janeiro.
Vilela possui um perfil moderador. Apesar de defender o diálogo com lideranças de direita, evita abraçar pautas radicais. Como sucessor de Caiado, segue a linha de oposição ao governo federal, mas mantém uma postura de respeito às instituições.
Ronaldo Caiado confirma pré-candidatura à presidência pelo PSD
A pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à presidência da República foi oficializada pelo Partido Social Democrático (PSD) na segunda-feira (30). O comunicado foi feito por Gilberto Kassab, presidente nacional da legenda, em uma coletiva de imprensa em São Paulo.
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Caiado foi a escolha do PSD para disputar o cargo depois de uma disputa interna com os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Júnior, do Paraná, que desistiu de concorrer na última semana.
O presidente da sigla ainda classificou a escolha como “muito difícil”, ao mesmo tempo que é um “privilégio”. A avaliação do partido é que, diante de uma polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) existe espaço para uma terceira via, ainda que pesquisas de intenção de voto considerem as chances baixas.
*Sob supervisão de Luana Amorim






