A pesquisadora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desenvolveu uma substância inovadora chamada polilaminina que é a promessa da ciência para revolucionar o tratamento de lesões na medula espinhal.
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O primeiro paciente submetido ao tratamento apresentou recuperação funcional, superando o diagnóstico de tetraplegia depois de sofrer um grave acidente.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou ensaios clínicos para validar a segurança da tecnologia, o que pode transformar o Brasil em país protagonista na regeneração medular.
O projeto, mesmo bem sucedido, sofreu cortes orçamentários que resultaram na perda de patentes internacionais. A polilaminina pode representar esperança para milhões de pessoas que sofrem de lesões na medula espinhal.
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Quem é Tatiana Sampaio, pesquisadora brasileira que pode transformar a ciência com tratamento inédito para tetraplegia
Pesquisadora da UFRJ, Tatiana Sampaio dedica-se há quase três décadas ao estudo da substância polilaminina. Aos 59 anos, Tatiana é reconhecida por liderar uma pesquisa revolucionária focada no tratamento de lesões na medula espinhal ou coluna vertebral.
A ciência sempre foi uma paixão na vida da pesquisadora, que é professora da UFRJ desde os 27 anos e atua como coordenadora do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ.
Formou-se em Ciências Biológicas na UFRJ mesmo e fez pós-doutorado da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, e na Universidade de Erlangen-Nuremberg na Alemanha.
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O trabalho inovador de Tatiana Sampaio com a polilaminina colocou o Brasil no centro do debate internacional sobre regeneração medular. Quando a pesquisa sofreu cortes orçamentários em 2015 e 2016, ela arcou com os custos do próprio bolso para garantir a patente nacional da substância.
O que é Polilaminina, novo tratamento promissor para lesão na medula

