Nascido em Imbituba no dia 29 de novembro de 1934, Cesino Bernardino era um homem de origem simples, que vivia uma vida pacata. Desde muito jovem, aos 13 anos, já despertou o interesse pelo cristianismo e passou a frequentar a igreja. O que ele não sabia, é que anos depois, seria responsável pela criação do maior congresso evangélico do Brasil.

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Aos 28 anos, Cesino atuava profissionalmente como mordomo em sua cidade natal quando foi convidado a integrar o presbitério da igreja em que congregava. Ele decidiu então, largar o trabalho e se dedicar integralmente à vida ministral. Em 1971, foi ungido pastor, papel que desempenhou até a sua morte, em 2016.

Durante o início da trajetória pastoral, o pastor Cesino Bernardino atuou em Urubici, Canoinhas, Balneário Camboriú e Jaraguá do Sul. Em 25 de janeiro de 1977 assumiu como pastor presidente na cidade que mudaria a sua vida: Camboriú.

Cesino dedicou a vida às missões

A origem do congresso dos Gideões

Segundo informações dos Gideões Missionários da Última Hora (GMUH), o pastor Cesino Bernardino, ao assumir a igreja Assembleia de Deus em Camboriú no final da década de 1970, recebeu uma visão divina, onde Deus teria falado para ele que Camboriú era uma cidade escolhida, e seria mundialmente conhecida por uma grande obra.

Com as orações e profecia em mente, no início da década de 1980, Cesino sentiu o desejo de realizar um congresso voltado aos membros da igreja do município, com o objetivo de compartilhar as experiências vividas nas orações e despertar uma visão missionária na comunidade.

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A proposta era unir os fiéis em torno de um propósito: formar e enviar missionários, a partir da compreensão de que esse era o direcionamento espiritual que vinha sendo revelado. Foi então que em 1983, foi realizado o primeiro congresso GMUH.

Nome do congresso foi inspirado em personagem bíblico

O nome “Gideões Missionários da Última Hora” foi inspirado na figura bíblica de Gideão, que liderou um pequeno exército para libertar Israel dos midianitas. Da mesma forma, o congresso buscava reunir “Gideões”, modernos missionários, prontos para enfrentar os desafios espirituais contemporâneos.

Desde então, o evento cresceu exponencialmente. Em 2026, o congresso chega à sua 41ª edição, ocorrendo de 25 de abril a 4 de maio, no Pavilhão dos Gideões e no Ginásio Irineu Bornhausen, em Camboriú. A expectativa de público para este ano é de aproximadamente 200 mil visitantes e fiéis, quase o dobro da população da cidade.

Veja fotos do congresso dos Gideões

Trabalho social

Além de pastor, Cesino também era presidente do departamento de missões do Gideões, e ia pessoalmente ajudar famílias em situação de vulnerabilidade social, durante missões em outros estados do Brasil e diferentes países.

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A iniciativa ampliou o alcance da assistência a comunidades em situação de vulnerabilidade, levando apoio a regiões de difícil acesso, como áreas ribeirinhas da Amazônia, sertões brasileiros e até países como Haiti e nações africanas.

As ações incluíam atendimento direto à população, com destaque para o uso de embarcações motorizadas em locais com grande presença de rios, como o barco odonto-clínico Gideão VI, que oferecia desde acompanhamento a gestantes até tratamentos odontológicos.

Também eram realizadas doações de roupas e brinquedos, além de iniciativas voltadas ao semiárido, como fornecimento de água e perfuração de poços, contribuindo para melhorar as condições de vida dessas comunidades.

Falecimento

O Pastor Cesino Bernardino conhecido como um dos maiores incentivadores da obra missionária e da plantação de igrejas no Brasil, morreu em 30 de julho de 2016, aos 81 anos, deixando um legado de 63 projetos missionários, espalhados por 19 estados brasileiros e 43 nações.

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Gideões prestou homenagem ao fundador