Quem trafega pela BR-282, especialmente no trecho entre Chapecó e Ponte Serrada, no Oeste de Santa Catarina, pode ter percebido a ausência de radares de velocidade ao longo da rodovia nos últimos dias. A retirada dos equipamentos gerou dúvidas, especialmente em relação à segurança viária e à fiscalização no trecho.

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O DNIT informou ao NSC Total que a retirada dos equipamentos ocorre em razão de uma transição contratual envolvendo a instalação e a operação dos medidores eletrônicos de velocidade em todas as rodovias federais de Santa Catarina.

Segundo o órgão, uma nova empresa foi contratada para assumir o serviço no estado, substituindo o contrato anterior. O novo contrato passou a vigorar em novembro de 2025, o que exige a desmobilização gradual dos equipamentos antigos para que a empresa vencedora possa instalar, aferir e calibrar seus próprios dispositivos.

Durante esse período de transição, alguns pontos de fiscalização eletrônica poderão permanecer temporariamente inativos, incluindo trechos da BR-282 no Oeste catarinense. Apesar disso, o DNIT reforça que a ausência momentânea dos radares não altera as regras de trânsito.

A sinalização de velocidade segue válida e deve ser respeitada. De acordo com o DNIT, o cumprimento dos limites de velocidade e das normas de circulação é obrigatório, independentemente da presença de fiscalização eletrônica ativa, e o descumprimento pode gerar penalidades previstas na legislação de trânsito.

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A reinstalação dos equipamentos ocorrerá de forma gradual e escalonada, conforme o cronograma físico-financeiro estabelecido no Termo de Referência do Edital nº 054/2025. A prioridade dos pontos de fiscalização é definida com base em critérios técnicos previstos na Instrução Normativa nº 43/2021, que considera fatores como fluxo de veículos, histórico de acidentes e características da via.

O DNIT informa que o prazo estimado para que os novos radares estejam totalmente instalados, aferidos e em operação é de até 12 meses. O processo inclui estudos técnicos, implantação da sinalização adequada e aferição metrológica junto ao Inmetro, garantindo a confiabilidade dos equipamentos.

Por fim, o órgão destaca que trabalha para que a substituição e a reativação dos radares ocorram no menor prazo possível, com o objetivo de preservar a segurança dos usuários e manter o monitoramento nas rodovias federais.