A restauração da Praça dos Três Poderes, em Brasília, vai custar mais caro do que o planejado. O orçamento saltou de R$ 22 milhões para R$ 34,7 milhões, uma alta de 58%. Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o reajuste é necessário devido à complexidade do “restauro científico” e ao trabalho para apagar os estragos causados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023.

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FOTOS: detalhes e novos custos da reconstrução na Praça dos Três Poderes

O investimento faz parte do Novo PAC, que destina verbas para o patrimônio histórico nacional. O projeto combina recursos do governo federal, cujos gastos podem ser acompanhados detalhadamente no Portal da Transparência, com aportes de estatais como Petrobras e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mais do que uma reforma estética, o governo trata a obra como uma reconstrução da infraestrutura simbólica da democracia brasileira.

Luxo e manutenção no Alvorada

Manter o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, exige uma operação pesada. Conforme o Portal da Transparência, a manutenção anual dos palácios consome cerca de R$ 14 milhões. Só no Alvorada, 141 funcionários especializados trabalham para cuidar da estrutura assinada por Oscar Niemeyer.

Em 2023, o governo injetou mais R$ 26,8 milhões para trocar móveis e realizar reformas internas. O objetivo declarado é evitar que o acervo histórico se perca, uma vez que muitas peças e estruturas estavam desgastadas pela falta de conservação contínua observada nos últimos anos.

Defesa aérea e carros elétricos

A proteção do presidente também ganhou novos custos e tecnologias. Um dado impressionante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) revela o nível de alerta em Brasília: os sistemas de defesa neutralizam, em média, mais de 120 drones por dia em áreas de segurança nacional.

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Além do céu, a frota terrestre também mudou. O transporte oficial agora foca em sustentabilidade com veículos 100% elétricos. O modelo escolhido foi o Chevrolet Blazer EV RS, que conta com pontos de recarga exclusivos no Palácio do Planalto. A mudança une economia de combustível com a necessidade de blindagem de alto padrão.

O rigor do restauro científico

Por ser um conjunto tombado, a Praça dos Três Poderes, em Brasília, não pode ser reformada com materiais comuns. O Iphan exige o uso de matérias-primas idênticas às originais da década de 60 para recompor o piso, as esculturas e os monumentos históricos.

Esse rigor técnico justifica a contratação de mão de obra altamente especializada. Com o novo orçamento de R$ 34,7 milhões, o plano é entregar um espaço totalmente restaurado, buscando equilibrar a transparência nas contas públicas com o dever de preservar o maior símbolo institucional do país.

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*Com edição de Luiz Daudt Junior.