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    Relaxar quarentena exige capacidade de testar todos os casos suspeitos de coronavírus, diz OMS

    Recomendações técnicas de combate à pandemia foram atualizadas

    15/04/2020 - 09h30

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    Lariane
    Por Lariane Cagnini
    OMS
    Além de testar a população, OMS repassou mais orientações
    (Foto: )

    Países que decidirem relaxar a quarentena do coronavírus precisam ter capacidade para testar e isolar todos os casos suspeitos e seus contatos, afirma a OMS (Organização Mundial da Saúde) nas recomendações técnicas de combate à pandemia de coronavírus, atualizadas na noite de terça (14).

    Gerenciar a transição para um nível de contágio baixo e estável pode ser "a melhor saída em curto e médio prazo, na ausência de vacina segura e eficaz", segundo a organização.

    Para evitar um repique dos contágios, porém, as decisões devem ser baseadas em evidências, monitorada por dados de qualidade e implementadas de forma gradual.

    "É essencial ter dados acurados em tempo real sobre os testes dos suspeitos, o isolamento e rastreamento dos contatos e a capacidade de atendimento dos serviços de saúde", dizem as diretrizes.

    A cada novo relaxamento, os governos devem verificar esses indicadores por um prazo mínimo de duas semanas.

    A retirada de medidas mais duras também deve levar em conta características e riscos específicos de diferentes setores da economia, locais de convívio e atividades sociais. Quanto maior a chance de contágio, menos amplo deve ser o relaxamento.

    Testes de anticorpos podem ajudar a calibrar as medidas "quando alternativas confiáveis estiverem disponíveis".

    OMS detalha condições que devem ser atendidas para relaxar quarentena

    1. Transmissão controlada - para um "nível de casos esporádicos ou clusters", com rastreamento dos contatos, do surgimento de novos casos e de importações. A OMS não fornece um número específico: os casos devem ser mantidos em um nível que permita ao sistema de saúde "administrar com substancial capacidade de atendimento clínico";

    2. Capacidade de atendimento do sistema de saúde - que permita detectar, isolar e tratar todos os casos, independentemente da severidade; Detecção deve ser feita por registro de sintomas, triagem em hospitais, procura espontânea ou outros métodos; Testagem deve ser feita em todos os casos suspeitos em no máximo 24 horas após a identificação e coleta do material; deve haver capacidade suficiente para testar a ausência do vírus em pacientes recuperados; Isolamento deve ser aplicado a todos os casos confirmados, em hospitais ou locais apropriados até que tenha passado a fase de transmissão; Quarentena - todos os contatos próximos devem ser rastreados, isolados e monitorados por 14 dias, em local especial ou em auto isolamento;

    3. Riscos de surto em locais críticos (como asilos) minimizados - com identificação dos principais vetores de contágio e a aplicação de medidas como reforço da higiene, testagem e uso de equipamentos de segurança;

    4. Medidas preventivas em locais de frequência pública, como escolas e escritórios, devem estar implantadas - incluindo distanciamento social, higiene das mãos, etiqueta em caso de espirros e tosse e monitoramento da temperatura;

    5. Risco de importação de casos deve ser administrado - com análise das possíveis rotas de entrada, meios para detectar casos suspeitos e capacidade de impor quarentenas, principalmente para quem chega de áreas com alto nível de infecção;

    6. Comunidades devem estar informadas e engajadas nas medidas de prevenção de contágio, o que inclui a detecção e o isolamento de todas as pessoas contaminadas. Medidas de higiene e distanciamento devem ser mantidas e reforçadas.

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