Preta Gil, que morreu aos 50 anos de idade, neste domingo (20), teve uma trajetória ligada ao Carnaval. Em 2007, ela foi rainha de bateria da Mangueira, no Rio de Janeiro.

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A cantora desfilou à frente dos ritmistas da agremiação, usando uma fantasia nas cores da Mangueira. Na época, Preta tinha 32 anos.

— Foi a realização de um sonho. Uma sensação de que era possível, de que um corpo como o meu também poderia estar lá, naquele posto tão cobiçado — contou para a revista Quem, na época.

Em 2009, Preta criou o Bloco da Preta, que nasceu como uma festa no Rio de Janeiro e logo se tornou um dos maiores cortejos de carnaval do país. O sucesso do bloco originou o álbum Bloco da Preta, lançado em 2014 pela DGE Entertainment, gravadora independente ligada à artista.

Ao longo da vida, a cantora também participou do carnaval de Salvador. Em 2025, ela esteve no Camarote 2222, da família. Na época, ela se preparava para ir a Nova York, onde faria um tratamento alternativo.

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— Só Deus sabe o quanto eu lutei para estar aqui. Literalmente. E consegui. Vou ficar um pouquinho no camarote e volto para casa — comentou Preta, nas redes sociais, na época.

Veja fotos de Preta Gil

Câncer de Preta Gil

Preta lutava contra quatro tumores diagnosticados no ano passado, em dois linfonodos, no peritônio (com metástase) e na ureter. Ela já havia havia recebido o diagnóstico de um câncer no intestino em janeiro de 2023 e passou pelo tratamento quimioterápico. Em agosto daquele ano, ela passou por uma cirurgia e, em dezembro, comemorou o fim desta etapa.

No entanto, em agosto de 2024, a cantora voltou a receber o diagnóstico da doença, e recomeçou o tratamento. Em exames de monitoramento, ela foi diagnosticada com dois tumores nos linfonodos, estruturas que atuam na remoção de impurezas e na defesa do organismo; um nódulo no ureter, tubos que transportam a urina dos rins para a bexiga; e metástase no peritônio, câncer espalhado pela membrana que protege os órgãos abdominais.

Assim, foi preciso reiniciar o tratamento, que foi interrompido em novembro para passar por uma cirurgia de urgência, para substituir um cateter usado para drenar a urina do rim para a bexiga. Ela foi diagnosticada com cálculos renais após sentir dores na região dos rins.

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O tratamento não surtiu o efeito esperado e uma nova cirurgia para a retirada dos tumores foi recomendada. O procedimento cirúrgico durou 21 horas e Preta ficou internada desde então.

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