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    Entidades e políticos repercutem absolvição do governador Carlos Moisés em processo de impeachment

    Instituições e deputados estaduais comentaram decisão que rejeitou afastamento definitivo de Moisés do comando do governo de SC

    27/11/2020 - 14h50 - Atualizada em: 27/11/2020 - 17h47

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    Jean
    Por Jean Laurindo
    Lucas
    Por Lucas Paraizo
    Em sessão de pouco mais de cinco horas, Tribunal de Julgamento absolveu Carlos Moisés em processo de impeachment por 6 votos a 3
    Em sessão de pouco mais de cinco horas, Tribunal de Julgamento absolveu Carlos Moisés em processo de impeachment por 6 votos a 3
    (Foto: )

    A decisão de absolver o governador Carlos Moisés no processos de impeachment e promover a volta dele ao cargo após um mês de afastamento temporário provocou reações no campo político e econômico de Santa Catarina. Lideranças e instituições se manifestaram sobre a definição do tribunal misto desta sexta-feira (27), que permite a volta de Moisés ao cargo. Confira abaixo algumas manifestações:

    > Governador Moisés é absolvido em processo de impeachment

    A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) divulgou comunicado em que a decisão do tribunal de julgamento de não afastar o governador “coloca o estado novamente no caminho da normalidade institucional”. “O rito democrático, previsto na Constituição, foi cumprido e ratificamos que seguimos à disposição do governo para colaborar nas políticas voltadas ao desenvolvimento da indústria e de Santa Catarina”, diz um trecho da nota.

    O deputado estadual Jessé Lopes (PSL) criticou a decisão do tribunal. No Twitter, Lopes elogiou os deputados que mantiveram o voto favorável ao impeachment, e disse que os demais "fraquejaram".

    Líder do governo Moisés na Alesc, a deputada Paulinha (PDT) comemorou o resultado que chamou de "correção de uma injustiça”.

    O ex-secretário da Casa Civil do governo Moisés, Douglas Borba, que pediu exoneração em maio após ser investigado pela polêmica compra dos respiradores, também se manifestou no Twitter celebrando a decisão favorável a Moisés e dizendo que “o tempo é o juiz mais justo”:

    Em nome da OAB, o advogado e conselheiro da entidade, Rogério Duarte, ressaltou que o processo "foi feito com base na legalidade" e elogiou a atuação do desembargador Ricardo Roesler na condução do tribunal. Duarte destacou também que a decisão do julgamento é "soberana" e "deve ser respeitada".

    Em nota, a Fetrancesc (Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Santa Catarina) disse que "um processo de impeachment não é positivo para a gestão pública", e afirmou que a absolvição de Moisés significa que "a justiça foi feita". A entidade alertou também que um impeachment seria "desastroso" para a gestão pública.

    "A Fetrancesc entende que o governador acumulou erros, mas também somou muitos acertos. Se, por um lado, faltou articulação no relacionamento com o Poder Legislativo e com as próprias entidades do setor produtivo, por outro Moisés foi responsável por diversas ações de gestão, passando de R$ 1,2 bilhões de déficit em 2018 para R$ 161 milhões de superávit em 2019", diz a nota, que reforça também a continuidade da gestão durante o período de interinidade da vice Daniela Reinehr.

    Federação do comércio cobra medidas para atividades econômicas

    A Fecomércio-SC emitiu nota em que considerou que as instituições se mostraram sólidas ao longo do processo de impeachment. A entidade também cobrou medidas para garantir o funcionamento das atividades econômicas no Estado em meio à pandemia. " “Juntos, Carlos Moisés da Silva e Daniela Reinehr têm a missão de enfrentar a pandemia e a crise decorrente dela, posicionando Santa Catarina como um estado diferenciado e de oportunidades. É preciso manter o alinhamento, assegurando protocolos seguros e fiscalização para garantir o pleno funcionamento das atividades econômicas”, afirmou em nota o presidente da Fecomércio de SC, Bruno Breithaupt. 

    "Incidente desnecessário para a política de SC", diz Facisc

    A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) emitiu nota afirmando que "o sentimento do empreendedor e do empresário catarinense, que quer normalidade na gestão pública (...) é de alívio com o resultado do processo", chamado de "incidente desnecessário para a política de SC no texto da entidade.

    "Estávamos todos apreensivos com esta situação absolutamente desnecessária para o nosso Estado. Vamos aplaudí-lo e apoiá-lo, sem entretanto, perder o nosso espírito crítico, de forma construtiva e colaborativa para o bem do nosso estado", diz o trecho final da nota, assinado pelos presidentes Jonny Zulauf, que deixa o cargo ao final de 2020, e pelo novo presidente, Sérgio Rodrigues Alves, que irá administrar a Facisc de 2021 a 2023.

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