Uma ocorrência de resgate terminou em descoberta de irregularidades em Itapema, no Litoral Norte catarinense. Um macaco-prego foi retirado da sacada de um prédio por risco de queda. Depois de salvá-lo e averiguar a documentação do animal, os socorristas descobriram uma falsificação da papelada.
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A história veio à tona no domingo (5) pelo Grupo de Operações e Resgate (GOR), mas o caso ocorreu em 17 de junho. Naquele dia, o grupo e os bombeiros foram até o local após o acionamento de pessoas que ficaram com medo do macaco cair do alto do apartamento.
Durante o atendimento, a família de Itapema apresentou documentos que foram levados pelas autoridades. Depois de um trabalho preliminar, foram constatados indícios de irregularidades. Ao menos o certificado de origem do primata é falso. Os demais papéis ainda estão sendo analisados.
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Diante disso, no dia 25 do mesmo mês o GOR, o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e a Fundação Ambiental Área Costeira de Itapema (Faaci) voltaram ao apartamento e apreenderam o macaco, que está em reabilitação.
Segundo o GOR, os responsáveis pelo animal responderão aos procedimentos administrativos e também criminalmente, conforme prevê a Lei de Crimes Ambientais. A compra, venda e manutenção irregular de animais silvestres é crime. É preciso verificar a procedência e a documentação junto aos órgãos oficiais.
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O objetivo é devolvê-lo à natureza. Porém, caso não seja possível pelo alto nível de domesticação, ele pode ser levado a um santuário ou zoológico, onde vai conviver com outros da mesma espécie.

