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    Novo normal: o retorno gradativo do setor do entretenimento em Santa Catarina

    Promotor de evento e parceiro do Clube NSC conta sobre o retorno do público aos novos formatos de eventos no estado

    01/08/2020 - 09h00

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    Iuri
    Por Iuri Barcellos
    Drive Park em Florianópolis com carros distribuídos no estacionamento enquanto imagens são exibidas em telões
    A cada nova data o público comparece em maior quantidade
    (Foto: )

    Já se passaram quatro meses desde que as primeiras normas proibindo aglomerações de pessoas, por conta do novo coronavírus, foram decretadas em Santa Catarina. Foi no mês de março que estabelecimentos comerciais e de serviços fecharam as portas ou reduziram a entrada de clientes. Da mesma forma, eventos culturais, ou qualquer outro tipo de evento que promovesse a aglomeração de pessoas, foram adiados. De lá para cá, o setor do entretenimento teve que encontrar outras maneiras de se manter ativo e o drive-in foi uma delas. 

    > Veja a programação do Drive Park, em Florianópolis, com desconto do Clube NSC

    O modelo que fez sucesso na década de 1950 foi readaptado para uma “versão pandêmica”, na qual filmes e shows ao vivo são apresentados em telões de alta qualidade enquanto o público assiste tudo dentro do carro. A diferença é que na nova versão as pessoas não podem ter contato físico com outro visitante.

    A C5 Produções é uma das maiores produtoras de eventos de Santa Catarina, além de parceira do Clube NSC, e também promove eventos no formato drive-in. E para entender um pouco mais sobre como o setor de entretenimento está atuando na crise, convidamos Luiz Meneghim, diretor da parceira para conversar.

    Drive-in em Florianópolis com artistas no palco durante um show exibidos em telões
    Telões de alta definição exibem shows e filmes ao público presente
    (Foto: )

    Como o setor de entretenimento está enfrentando esse período de embargo?

    Está sendo um impacto grande. 2020 era para ser um ano de recuperações, pois, desde 2016, nosso segmento estava golpeado. Ficamos até o início de julho com receita zero, somente planejando e estudando o mercado, dia a dia. Tivemos venda de algumas lives, nada mais. Estamos no ramo há 35 anos e ano passado atuamos em Portugal. Passamos de quatro mil apresentações e também por diversas situações econômicas. Uma pena estarmos passando por isso, temos um povo maravilhoso, uma terra com belezas naturais, uma terra fértil, mas um histórico político com muitas falhas. Atualmente estamos em parceria com o grupo do Doreni Caramori, proprietário do complexo Music Park Florianópolis, em Jurerê, promovendo alguns eventos em drive-in. Temos em nosso escritório a peça O analista de Bagé e cuidamos da agenda do Guri de Uruguaiana. O humorista Diogo Portugal também é outro artista que trabalha conosco. Quais soluções o setor utiliza para continuar funcionando? Está sendo um ano de novidades, surfando a cada dia uma onda diferente, sem nenhuma expectativa. Sabendo que teriamos que fazer alguma coisa, vendemos apresentações em live, nada mais, com receita nada expressiva.

    Os promotores de eventos pensam em modificações ou inovações para o setor?

    Acho que a inovação já está sendo feita, com evento em alguns drive-ins pelo Brasil. Acredito que os drive-ins, daqui um tempo, ficarão apenas com filmes. A volta à normalidade será com um baita aprendizado e com uma enorme redução de profissionais no setor. Ficará quem tem mais experiência e bons relacionametos.

    O público e os artistas se adaptaram bem ao drive-in?

    Para o público é o que se tem de mais seguro para o momento, quando o assuunto é lazer. Como as pessoas ficam em carros a contaminação é zero. O público tem ido e em cada apresentação o número tem aumentado. Quanto aos artistas não houve adaptação, existe uma certa resistência, nem todos querem se apresentar. Claro que temos exceções, alguns tem um elevado número de seguidores e se mantém firmes, pois agora é a vez das redes sociais. Há expectativa sobre a liberação de alguma modalidade de evento? Sim, imaginamos que a partir de maio de 2021, desde que uma vacina já esteja circulando, gradualmente os eventos retornem. Porém, uma redução considerável no que diz respeito as opções de peças, pois muitas acabaram. Não é apenas o vírus, há também uma questão econômica. Vejo um crescimento lento, poucas peças e shows, com público reduzido. Nossa dúvida e receio é que o público não compareça efetivamente, por medo de contaminação.

    O que vem em agosto com desconto do Clube NSC

    Beatles 4Ever - 8 de agosto, às 20h30

    Desde 1980, o espetáculo roda o país recontando a trajetória dos Beatles, que formaram uma das bandas mais importantes do mundo. A nova turnê do Betles 4Ever é uma comeraçãodos 40 anos do grupo.

    ABBA, The History - 14 de agosto, às 21h

    A banda Salute To Abba apresenta um espetáculo dinâmico no qual traz os detalhes, figurinos, a musicalidade e estilo que remontam um dos grupos mais importantes da história da música mundial, o ABBA.

    Guri de Uruguaiana - 16 de agosto, às 20h

    O humor típico do sul do Brasil vai animar a noite do público em Florianópolis. O Guri de Uruguaiana sobe ao palco do drive-in para contar novas histórias.

    Injeção Eletrônica - 22 de agosto, às 17h

    Seguindo a tendência de grandes referências, como a Tomorrowland, uma das principais festas da região inova e promove uma animada versão drive-in.

    Matheus Ceará - 23 de agosto, às 20h

    O humorista, ator e redator apresenta em Florianópolis a peça “Até que meu show te separe” que, além de divertidas histórias, conta com o quadro de piadas “Vocês pedem e eu conto”.

    > Clube NSC lança novo app com mais de 500 parceiros que oferecem descontos e benefícios

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