O feriadão de Corpus Christi deve ter uma mudança nas condições do tempo em Santa Catarina. Depois de uma primeira metade da semana marcada pelo predomínio de sol e temperaturas típicas de outono, a circulação marítima ganha força e traz mais nuvens e chuva fraca para parte do Estado na quinta-feira (4), conforme a previsão do tempo.

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Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, o tempo permanece firme na terça-feira (2), sob influência de uma área de alta pressão que dificulta a formação de nuvens de chuva na maior parte das regiões.

No entanto, a partir de quarta-feira (3) e durante o feriado de Corpus Christi, a circulação marítima se intensifica entre o Litoral e áreas próximas, favorecendo aumento da nebulosidade e chuva mais persistente, principalmente entre a Grande Florianópolis, o Vale do Itajaí e o Litoral Norte.

Apesar da mudança, a Defesa Civil destaca que o risco associado à chuva é baixo e não há expectativa de acumulados expressivos.

A partir da sexta-feira (5), a tendência é de redução da intensidade da chuva, embora o céu continue mais encoberto nas áreas litorâneas, conforme a Defesa Civil. Já no Oeste, Meio-Oeste e Planaltos, o sol volta a aparecer com mais frequência.

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Frio continua durante as manhãs

As temperaturas seguem dentro do padrão do outono ao longo do feriadão. Conforme a Defesa Civil de Santa Catarina, as mínimas ficam entre 6°C e 12°C no Oeste, Meio-Oeste e Planaltos, enquanto no Litoral variam entre 11°C e 16°C. Durante as tardes, os termômetros devem marcar entre 17°C e 23°C na maior parte do Estado, podendo registrar valores mais elevados no Oeste.

Recomendações em caso de chuva, segundo o Inmet

El Niño faz inverno ter mais chuva e menos frio intenso

A previsão climática para o invenro, que começa em 21 de junho, indica o que os catarinenses podem esperar nos próximos meses. Segundo o boletim trimestral elaborado por Epagri/Ciram, IFSC, Cigerd e UFRGS, Santa Catarina deve ter um inverno marcado por temperaturas mais amenas e aumento gradual da umidade devido à formação do fenômeno El Niño.

De acordo com o boletim, junho ainda deve apresentar períodos de chuva escassa e atuação frequente de massas de ar seco e frio. Já em julho e agosto, a tendência é de chuva próxima ou acima da média, com passagem mais frequente de frentes frias e sistemas instáveis.

Os meteorologistas também apontam que o El Niño deve reduzir a frequência dos episódios de frio intenso e prolongado em comparação ao inverno passado. Mesmo assim, algumas massas de ar frio ainda podem provocar geadas e, eventualmente, condições favoráveis para neve na Serra catarinense.

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Outra característica esperada para a estação é a alternância entre períodos frios e dias mais aquecidos, com possibilidade de veranicos e temperaturas acima de 30°C em alguns momentos do inverno. Segundo a Epagri/Ciram, o fenômeno deve ganhar força ao longo do segundo semestre e aumentar a ocorrência de chuva no Sul do Brasil, especialmente durante a primavera.

Entenda o El Niño em 10 passos