Cinco integrantes de uma quadrilha de São Paulo conhecida como a “Gangue do Rolex“, tiveram a condenação confirmada pela Justiça de Santa Catarina nessa quinta-feira (2). Os criminosos, que trocavam informações e planejavam roubos através de um grupo no WhatsApp intitulado “Revoada Camboriú”, eram especializados em furtos de relógios de luxo no litoral catarinense.
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As penas variam entre 12 e 21 anos de prisão e, somadas, ultrapassam 80 anos de reclusão.
Segundo o processo, os furtos eram planejados nos mínimos detalhes, e os integrantes da quadrilha dividiam as tarefas entre si. Enquanto alguns eram responsáveis por monitorar as possíveis vítimas e identificar relógios de alto valor, outros davam suporte logístico, enviavam informações em tempo real, ajudavam no deslocamento de quem praticava os atos, e negociavam a venda dos objetos após o roubo.
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Criminosos se comunicavam através de grupo do WhatsApp
Assalto na Brava
Além de abordarem as vítimas na rua, a gangue planejou e executou um assalto à mão armada em um restaurante da Praia Brava, em Itajaí, em abril de 2024. Um dos integrantes, disfarçado de entregador de comida, entrou no estabelecimento sem ser percebido.
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Ele levou dois relógios da marca Rolex, avaliados em R$ 200 mil, de acordo com informações do processo.
Após o ato, ele fugiu em uma motocicleta, e a abandonou na cidade, onde outro participante da quadrilha o esperava de carro para dar início à fuga. No grupo de WhatsApp, os criminosos chegam a compartilhar uma notícia comunicando o furto e debochar. “Esse aí nós “pegou” parceiro. É esse nosso trampo”, afirmou um dos investigados.
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De acordo com a investigação, a quadrilha utilizava o e mensagens para compartilhar fotografias das vítimas, localização em tempo real e definir o momento da abordagem, estrutura que foi um dos principais fundamentos utilizados pela Justiça para reconhecer a existência de associação criminosa armada e também a premeditação dos crimes.
Quadrilha veio para SC com a intenção de praticar furtos
Ao analisar os recursos da defesa, os desembargadores rejeitaram os argumentos de insuficiência de provas e mantiveram tanto as condenações quanto as circunstâncias que aumentaram as penas, como o uso de arma de fogo e a atuação conjunta dos criminosos.
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Conforme o voto da relatora, o conjunto de provas, especialmente as extraídas dos celulares apreendidos, demonstrou que a quadrilha se organizou previamente, deslocando-se de São Paulo até Santa Catarina com o único objetivo de praticar roubos de relógios de luxo.
“Na hipótese vertente, diversamente do que sustentam as defesas, o acervo probatório revela, com elevado grau de consistência, a existência de estrutura organizada, previamente ajustada e funcionalmente dividida, apta a caracterizar o animus associativo. Com efeito, a prova telemática extraída dos aparelhos celulares evidencia que os réus se articularam desde o Estado de São Paulo, deslocando-se ao litoral catarinense com o propósito específico de praticar roubos de relógios de alto valor”, destacou a relatora no processo.
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Penas somam 80 anos de reclusão
Entre os condenados, o homem apontado como responsável pela logística da operação e pela fuga recebeu a maior pena, fixada em 21 anos, nove meses e seis dias de prisão. O integrante encarregado de identificar os bens de maior valor e intermediar a venda dos relógios roubados foi condenado a 17 anos, três meses e seis dias.
Outro acusado, responsável pelo envio de imagens da localização das vítimas e pelo apoio à execução do crime, recebeu a pena de 15 anos e dois meses. Também foi condenado a 14 anos, sete meses e 11 dias o integrante que identificava a localização as vítimas antes dos assaltos.
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Já o homem que executou diretamente o roubo, registrado na Praia Brava, e foi o único a confessar participação no crime, foi sentenciado a 12 anos e 10 meses de reclusão. Segundo a 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, responsável pela sentença, todos os integrantes devem cumprir pena inicialmente em regime fechado, e foi negado o direito de recorrer em liberdade.
Dois integrantes foram presos meses após os crimes
Em setembro de 2024, a Polícia Civil fechou o cerco contra a facção e prendeu dois integrantes da associação criminosa. O grupo, que aterrorizava a região do Litoral Norte de SC, já havia perpetrado outros furtos além do assalto na Praia Brava.
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Em uma ocasião, a quadrilha fez três vítimas em uma mesma noite. De acordo com o delegado que atuava no caso, Vicente Soares, o prejuízo já ultrapassava os R$ 300 mil. Imagens de câmeras de segurança ajudaram as autoridades a identificá-los e a Justiça emitiu cinco mandados de busca e apreensão e cinco de prisão.
As ordens foram cumpridos em Taboão da Serra (SP) e Embu das Artes (SP), resultando na prisão de dois criminosos e na apreensão de aparelhos eletrônicos.
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