O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, afirmou nesta quinta-feira (16), em São Paulo, que não pretende deixar a cabeça da chapa presidencial para disputar a eleição como vice do senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ele, a candidatura será mantida até o fim.

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Vou manter a pré-candidatura até o final. Porque nós temos propostas que a maioria da classe política tem pavor. Mas nós temos as propostas que o Brasil precisa. Entre os pré-candidatos, sou o único que já consertou as barbaridades do PT, porque assumi um estado arruinado e tenho esse diferencial — declarou, segundo o g1, durante evento em que apresentou diretrizes iniciais de seu plano de governo.

Escolha de vice é avaliada nos bastidores de Flávio Bolsonaro

O ex-governador de Minas Gerais é um dos nomes avaliados como possível vice de Flávio, nos bastidores da pré-campanha. Outra ala, no entanto, defende um nome feminino para a chapa, como o da senadora Tereza Cristina (PP), que já foi chamada de “sonho de consumo” como vice publicamente por Flávio.

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Zema defende manter candidatura própria no primeiro turno

O ex-governador de Minas Gerais afirmou que conversou com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no ano passado e defendeu a estratégia de lançar mais de um candidato da direita no primeiro turno, com o objetivo de evitar uma vitória de Lula (PT) na primeira rodada da eleição.

–– Quanto mais candidatos da direita no primeiro turno, maior a chance de levar a eleição para a segunda fase e impedir a vitória de Lula — avaliou.

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União da direita no segundo turno é inevitável, diz Zema

Apesar de descartar a possibilidade de ser vice, Zema afirmou que acredita na união do campo conservador em um eventual segundo turno da disputa presidencial.

–– Se houver um segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, todos os candidatos da direita estarão juntos, se apoiando — declarou.

Defesa de anistia ao 8 de janeiro permanece

Romeu Zema voltou a afirmar que defende anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e disse que a medida, que pode beneficiar diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, estará entre suas prioridades caso seja eleito presidente da República.

–– Essa anistia será um dos primeiros atos do meu governo, garantiu.