Rua ganhará o nome de Jutta Hagemann, conhecida como “guardiã” da história de Joinville

Projeto de lei foi aprovado na Câmara de Vereadores e agora vai para sanção do prefeito Adriano Silva

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Jutta Hagemann faleceu aos 92 anos, em dezembro de 2018 (Foto: Leo Munhoz, Arquivo A Notícia)

Conhecida como uma guardiã da história de Joinville, Jutta Hagemnn vai dar nome a uma rua do bairro Vila Nova, na zona Oeste da cidade. O projeto de lei para nomear a via foi aprovado na Câmara de Vereadores e agora vai para sanção do prefeito Adriano Silva (Novo).

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A proposta foi apresentada no Legislativo pelo vereador Cassiano Ucker (Cidadania), sob a justificativa de que, após a implantação do binário do Vila Nova, duas ruas ficaram com o nome de Leopoldo Beninca. Com a aprovação do projeto, um trecho da atual via deve ser renomeado como Jutta Hagemann. 

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A joinvilense nasceu em 19 de junho de 1926, quando Joinville tinha 75 anos de fundação, e faleceu em 2018, aos 92 anos. Ela dedicou boa parte de sua vida à preservação da história da cidade, às pesquisas, ao registro da história oral e à coleção de livros e objetos.

> Guardiã da história, Jutta Hagemann viveu Joinville intensamente

Jutta ficou conhecida pelos moradores de Joinville pela memória em relação à história da cidade. Era sempre procurada por estudantes, jornalistas e interessados para falar sobre fatos e prédios históricos.

Também era contribuidora assídua da antiga sessão AN Memória, do A Notícia. Jutta era leitora do jornal desde a década de 1940 e foi homenageada durante a campanha de 90 anos do AN, em 2013.

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Conheça um pouco da história de Jutta Hagemann

Jutta Hagemann nasceu em Joinville, em 19 de junho de 1926, filha de Gerda (nascida Brand) e Conrado Hagemann, neta de Engelbert Hagemann, açougueiro, que imigrou para Joinville em 1862, aos cinco anos, trazido pelos pais; e de Rudolf Brand, marceneiro de formação, dono da Esquadrias de Madeira Brand, que chegou à colônia aos 15 anos, em 1881. 

Jutta trabalhou na Tupy, na Ambalit e depois na Buschle & Lepper, onde se aposentou oficialmente em 1988. Em 1991, voltou para organizar a biblioteca da Buschle & Lepper e ficou mais cinco anos. Trabalho esse que aguçou ainda mais seu gosto pela história da cidade.

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Serviu de fonte para documentários históricos, como “Estrangeiros no próprio país”, que abordou a vida dos descendentes dos imigrantes Europeus no Estado Novo, e “Centenário de Joinville”, além de vários artigos acadêmicos.

Faleceu em 13 de dezembro de 2018, deixando seis netos, pois já havia perdido as duas filhas, Maria Thereza Böbel e Maria Christina Hagemann da Cunha.

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