Em meio à mata e ao som das quedas d’água, ruínas de concreto contam uma história que ficou inacabada no interior de Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina. O que seria uma usina hidrelétrica nas décadas de 1950 e 1960 acabou se transformando em um dos cenários mais curiosos e visitados da região: a Cascata S’Manella.
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O local reúne natureza, memória e estruturas abandonadas de um projeto que nunca saiu do papel completamente. Atualmente, a área é procurada por visitantes interessados em trilhas, camping e turismo ecológico, além da curiosidade em conhecer de perto as marcas deixadas pela antiga obra.
A usina começou a ser construída pelo engenheiro Salomão Manella com a proposta de gerar energia elétrica para Xanxerê em um período de expansão do município. Na época, o empreendimento chegou a mobilizar trabalhadores e até uma pequena vila foi criada para abrigar equipes envolvidas na construção.
No entanto, o projeto acabou interrompido antes da conclusão.
Segundo registros históricos, dificuldades financeiras, problemas técnicos, entraves burocráticos e conflitos relacionados à alteração do curso do rio contribuíram para a paralisação definitiva das obras.
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Natureza tomou conta das estruturas
Décadas depois, o que permaneceu no local foram paredes de concreto, estruturas inacabadas e vestígios da antiga usina, hoje cercados pela vegetação nativa da região.
As ruínas acabaram incorporadas à paisagem da Cascata S’Manella, criando um cenário que mistura história e natureza em meio ao Oeste catarinense.
Além do valor histórico, a área chama atenção pela beleza natural. A cascata possui aproximadamente 25 metros de altura e se tornou um dos pontos mais conhecidos para lazer e contato com a natureza em Xanxerê.
História e natureza lado a lado
A Cascata S’Manella é reconhecida pelo valor histórico, paisagístico e ambiental, reunindo natureza preservada e vestígios de uma antiga obra que marcou a história da região.
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Hoje, o espaço funciona como um refúgio natural e uma espécie de museu a céu aberto, onde as ruínas da usina convivem com a vegetação e ajudam a preservar parte da memória do desenvolvimento do Oeste de Santa Catarina.















