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Meio ambiente

Saavedra: dez anos depois, futuro da Babitonga ainda é indefinido

Modelo de preservação a ser adotado na unidade de conservação que tem seis cidades no entorno é discutido por entidades públicas e privadas 

09/12/2017 - 04h00

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Por Redação NSC
(Foto: )

Uma década depois da polêmica da reserva de fauna, proposta já arquivada, o modelo de preservação a ser adotado na Baía da Babitonga continua em debate. O ecossistema tem, é claro, a proteção das leis ambientais – as exigências para a instalação de empreendimentos de maior porte em São Francisco do Sul são um exemplo. Mas a eventual preferência pelo formato de unidade de conservação poderia disciplinar melhor a ocupação da Babitonga, permitindo as atividades pesqueiras, portuárias e turísticas com um regramento mais detalhado.

Uma das possibilidades em estudo é a criação de uma área de preservação ambiental (APA), discussão ainda na etapa inicial e distante de ser conclusiva. Rica em biodiversidade, com 7,2 mil hectares de mangue (75% dos manguezais de Santa Catarina), a Babitonga tem seis cidades no entorno (São Francisco do Sul, Itapoá, Joinville, Araquari, Balneário Barra do Sul e Garuva). Só o complexo hídrico conta com 160 quilômetros quadrados.

Há estudos técnicos que levam em conta uma área total de 856 km2 envolvendo a Babitonga no Norte de Santa Catarina.

São números suficientes para mostrar a importância do estuário. Na década passada, a sugestão de criação de uma reserva de fauna provocou resistência estrondosa e, afinal, vitoriosa. A proposta foi lançada pelo governo federal por meio do Ibama e depois assumida pelo Instituto Chico Mendes, criado em 2007, com atribuição de cuidar das unidades de conservação.

A previsão foi de uma série de mecanismos de proteção. A oposição se formou devido ao temor de engessamento ambiental, com proibição velada de atividades econômicas. A mobilização, com participação de entidades e lideranças políticas e empresariais, levou o governo federal a desistir da ideia. Uma ação na Justiça Federal também ajudou a travar a reserva de fauna. Chegou a ser aventada a instalação de refúgio de vida silvestre, tipo de reserva ainda mais restritiva, mas com, nesse caso, área de abrangência reduzida. Também não foi adiante.

Estudo mais atualizado, o Diagnóstico Socioambiental do Ecossistema Babitonga, com segunda edição lançada há poucos dias, descreve em detalhes as características da área e cita a criação de uma área de preservação ambiental como uma das possibilidades. O estudo foi feito pelo Babitonga Ativa, projeto de pesquisa da Univille. Um fórum criado em 2017, o Grupo Pró-Babitonga, abriu a discussão sobre a baia a todos do entorno. Com integrantes de diferentes setores, o grupo estuda um modelo de planejamento para o ecossistema da baía.

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