E aí, você sabe de onde veio o nome do artista que está na sua playlist? Na história de muitos cantores ou bandas, foi justamente a definição do nome que fez com que as canções chegassem ao público. Ainda, as origens são muitas: uma homenagem, uma história, ou até uma palavra pronunciada errada por acidente. No Atlântida Celebration, evento que acontece no dia 4 de julho, na Arena Opus, cinco artistas, cujos nomes têm histórias distintas, sobem ao palco.
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Os cinco confirmados percorreram caminhos muito diferentes até chegar onde estão: Jota Quest, Lagum, Dazaranha, Marina Sena e Vitor Kley. No entanto, eles têm algo em comum, já que são artistas que tocam diariamente na programação da Atlântida e que, ao longo dos anos, se tornaram trilha sonora da vida dos moradores de Santa Catarina.
Mas antes de cantá-los ao vivo, que tal desvendar o que está por trás desses nomes? As histórias são curiosas e ajudam a traçar a personalidade de cada um desses grandes músicos.
Jota Quest: de desenho animado à conversa com Tim Maia
O nome da banda, que é uma das mais populares do Brasil, foi inspirado na série animada Jonny Quest, lançada em 1964 pelo estúdio americano Hanna-Barbera, o mesmo responsável por clássicos como Os Flintstones, Scooby-Doo e Os Jetsons. A ideia veio do baixista PJ, e por isso, a banda passou a se chamar J. Quest. O problema foi quando o sucesso chegou.
Já no primeiro disco, conforme conta o vocalista Rogério Flausino, a equipe da Hanna-Barbera procurou a Sony Music, gravadora do J. Quest, para dizer que os músicos teriam que pagar pelo uso do nome. Foi aí que uma conversa com o músico Tim Maia mudou o curso da banda. No início da carreira, o nome era pronunciado em inglês, e Tim não compreendeu a sonoridade pelo telefone.
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Com isso, Flausino adaptou a sonoridade da letra J para a palavra ‘Jota’, movimento que foi apoiado por Tim Maia. Por isso, na hora de escolher um novo nome, os músicos lembraram dessa conversa e partiram para a versão escolhida pelo artista.
Lagum: uma palavra sueca descoberta por acidente
Antes de se tornar uma banda, a Lagum era composta por amigos, que tinham um grupo no WhatsApp chamado “Lagoa de Quebrada”. Quando eles passaram a fazer música juntos, pensaram em utilizar esse nome, mas, como era longo demais, os integrantes o encurtaram e abrasileiraram, colocando o “um” no final.
Anos depois, eles foram pegos de surpresa quando descobriram, por acaso, que a palavra tinha origem nórdica. Lagum é uma palavra sueca sem equivalência na língua portuguesa, que significa “nem muito nem pouco, apenas a quantidade certa”. Para o vocalista Pedro Calais, o significado da palavra tem relação com a música e o estilo de vida da Lagum. Foi assim, do acaso, que o nome escolhido foi perfeito para a banda.
Dazaranha: uma gíria da Ilha que virou identidade
Em Florianópolis, a gíria “Das Aranhas” faz referência ao Canto das Aranhas, bairro do leste da Ilha de Florianópolis, e sugere uma pessoa considerada “casca grossa”, que sobrevive às adversidades. Foi com esse espírito que a banda Dazaranha adotou o nome, fundindo as duas palavras em uma só. O objetivo, também, foi valorizar a cultura local com uma gíria que representasse a capital catarinense.
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O Dazaranha iniciou suas atividades em 1992, e por pouco tempo, atendeu pelo nome de Almirante Mirinda, com apresentações em bares e casas noturnas da Grande Florianópolis. Mas foi com o nome definitivo que a banda encontrou sua identidade, e ajudou a colocar Santa Catarina no mapa da música brasileira.
Marina Sena: o nome que sempre foi dela
Marina de Oliveira Sena usa o próprio nome como assinatura artística, sem apelidos ou invenções. Nascida em Taiobeiras, no norte de Minas Gerais, ela sempre foi apaixonada pela música e tratava os momentos de ouvir discos como algo sagrado, uma conexão com ela mesma que toda a família já entendia.
O sobrenome Sena carrega a identidade de onde ela veio: o interior de Minas, as referências da MPB clássica e a voz que soa como nenhuma outra. A cantora disse, em uma entrevista, que percebeu a importância da própria origem quando ela saiu do Norte de Minas Gerais e entendeu a bagagem cultural que carregava. É isso que guia os caminhos e a arte produzida por Marina.
Vitor Kley: o sobrenome herdado de um pai tenista
Vitor Kley também usa o próprio nome, mas o sobrenome conta uma história para além da música. Vitor Barbiero Kley nasceu em Porto Alegre em 18 de agosto de 1994, filho do ex-tenista profissional Ivan Kley. Antes de se tornar músico, Vitor quase seguiu uma carreira no esporte, e por isso, decidiu utilizar do mesmo sobrenome na hora de escolher a assinatura artística.
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O sonho do músico era se tornar um grande tenista como o pai, e nessa jornada, ele chegou a disputar campeonatos importantes do Brasil, como o Banana Bowl, até os dezesseis anos. O tênis ficou para trás, mas o sobrenome que marcou o esporte o acompanha até hoje.
Atlântida Celebration une essas histórias em único palco
O Atlântida Celebration 2026 reúne a história e os maiores sucessos de todos esses artistas em um grande espetáculo, que acontece no dia 4 de julho, na Arena Opus, em São José. Realizado pela Opus Entretenimento e pela Rádio Atlântida, o festival é o ponto de encontro de artistas que, cada um à sua forma, construíram nomes que o Brasil aprendeu a cantar.

