Uma cena clássica do verão: você está na praia ou na piscina, aproveitando os dias de calor para se refrescar. Conforto e diversão na estação mais quente do ano. Mas, entre uma selfie e outra, um descuido – você deixa o celular cair na água do mar ou na piscina. Para muitos, é motivo de desespero, e é justamente o impulso que pode fazer com que os danos no aparelho se tornem irreversíveis.

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Saber o que fazer se deixar o celular cair na água do mar ou na piscina é uma das maiores dúvidas dos usuários – justamente por não ser um fato raro. O que se deve ter em conta é que, apesar de ter uma boa chance de danos em peças e no próprio sistema operacional do aparelho, em muitos casos é possível salvar o dispositivo, desde que os procedimentos pós-queda sejam adequados.

A primeira atitude pode parecer óbvia, mas ela evita que os danos sejam ainda maiores. Ao deixar o celular cair, deve-se tirá-lo imediatamente da água, não deixando que ele fique submerso por mais do que poucos segundos. A pressão da água pode corromper conexões e sistemas, o que deixaria o aparelho inutilizado. Além disso, quanto mais tempo afundado, mais líquido entra e maiores são as chances da perda ser total.

O mito do arroz

Uma das teorias espalhadas popularmente é de que, se você deixar o celular cair na água do mar ou na piscina, você precisa secá-lo imediatamente e mergulhá-lo em um pote de arroz. Porém, especialistas e fabricantes como a Apple já alertaram: arroz não é eficiente. Ele pode soltar poeira e pequenos grãos que danificam as entradas (carregamento e fone) e não absorve a umidade interna do aparelho.

Apesar de retirar um pouco a umidade externa, o arroz não consegue enxugar a água que entrou no aparelho. Logo, o risco de que alguma sujeita ou pó do cereal entre e cause ainda mais prejuízo é muito alto, e não é eficiência que justifique essa aposta.

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O que não fazer

Além de não usar o arroz, outra coisa que não deve ser feita é tentar secar o aparelho com fontes de calor, como secadores de cabelo, forno ou até mesmo a exposição ao Sol.

O calor excessivo danifica a tela do aparelho, pode causar o derretimento de adesivos, conexões e chips, o que acarretaria em danos provavelmente irreversíveis.

Tentar sacudir ou assoprar também não é recomendado, já que isso pode empurrar as gotas de água ainda mais para dentro do aparelho.

O que fazer se você deixar o celular cair na água do mar ou na piscina?

O primeiro passo, como vimos, é retirar o aparelho da água imediatamente já que, quanto menos tempo submerso, menor a chance da pressão romper as vedações. Em seguida, é crucial desligar o aparelho ou, caso já esteja, não tentar ligar. Isso evita curto-circuito.

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Também é fundamental remover os acessórios (capa, fones de ouvido, etc), os chips e os cartões de memória, deixando as bandejas abertas para facilitar o processo de secagem. Para remover o excesso de água do exterior do dispositivo, deve-se usar um pano de microfibra ou outro tecido que não solte fiapos.

Passo a passo

  • 1 – Retire o cellular da água imediatamente
  • 2 – Desligue o aparelho ou, se já estiver desligado, não tente ligar
  • 3 – Remova os acessórios, a capa, os chips e o cartão de memória
  • 4 – Remova o excesso de água do exterior do aparelho

Assistência técnica imediata

Dado os primeiros passos, é necessário levar o aparelho até uma assistência técnica autorizada o mais rápido possível, mesmo que as etapas anteriores já tenham sido cumpridas e mesmo que o celular aparente estar funcionando perfeitamente.

A água, especialmente a do mar ou da piscina, que contém cloro, inicia um processo químico de oxidação nos componentes de cobre e soldas. O aparelho pode funcionar hoje, mas apresentar falhas graves, como o chamado “toque fantasma” ou não carregar, dentro de poucos dias.

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Apenas a assistência possui as chaves e ventosas de precisão para abrir aparelhos modernos (que são colados) sem quebrar o vidro ou danificar os cabos flexíveis internos.

Ao abrir o aparelho, a assistência técnica substitui as borrachas e adesivos de vedação, tentando restaurar, dentro do possível, a resistência à água, algo impossível de fazer em casa.

Na assistência técnica também pode ser feito o processo chamado de “banho químico”, que remove os resíduos de sal, cloro e outras sujeiras, além de eliminar quase que a totalidade da oxidação já presente.

Mas, para que tenha eficácia, esse processo deve ser feito em no máximo 48 horas após o acidente.