A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump em Limeira (SP), revelou novos detalhes sobre a organização do evento e os momentos que antecederam e sucederam o acidente. Segundo informações divulgadas pela polícia, o salto custava R$ 180 por participante. Para este sábado (13), cerca de 100 pessoas estavam inscritas para realizar a atividade na trilha da Ponte do Esqueleto.
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A Polícia Civil também apura a atuação do grupo responsável pelo evento. Conforme as investigações, a operação não possuía empresa formalizada. Ainda assim, tinha uma agenda de saltos com eventos futuros em São Paulo e Minas Gerais.
Em Rio Claro (SP), os saltos marcados para 14 de junho e 12 de julho custavam R$ 210. Já em Minas Gerais, as atividades previstas para 18 e 19 de julho saíam por R$ 250.
O que é rope jump?
Morte foi registrada em vídeo
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que funcionários carregam a jovem até a plataforma. Em seguida, ela é lançada e, poucos segundos depois, é possível ouvir pessoas gritando frases como “a corda” e “gente, a corda”. (assista abaixo, imagens fortes)
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Os homens que aparecem no vídeo utilizam camisetas das empresas Entre Cordas e Ih Voei. Até a última atualização desta reportagem, o NSC Total não havia conseguido contato com representantes de nenhuma das duas empresas.
Homens estavam “desnorteados” no depoimento, diz delegada
Após o acidente, seis pessoas foram presas. Em depoimento, os envolvidos não conseguiram explicar por que Maria Eduarda foi lançada sem a corda de segurança da altura de 40 metros. De acordo com a delegada plantonista Andréa Dantas, que registrou o caso em Limeira, os suspeitos estavam “desnorteados” durante o depoimento:
— Eles não conseguem se recordar qual foi a falha ali, quem teria que ter colocado a corda, se não houve a fiscalização. Não conseguem se recordar. Eles estão até desnorteados com a situação porque praticam isso há muito tempo e nunca tinha acontecido nada do tipo — afirmou ela ao g1.
Os três homens que aparecem no vídeo empurrando a vítima foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual. Isso ocorre quando a polícia entende que a pessoa assumiu o risco de matar, mesmo sem ter a intenção direta.
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Para a delegada, a falta de checagem dos equipamentos foi determinante para a morte de Maria Eduarda.
— Eles assumiram o risco de produzir o resultado — concluiu.
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas tinha 21 anos, era formada em Educação Física e estava noiva. Nas redes sociais, compartilhava registros de viagens, momentos em família e a rotina ao lado do companheiro. Segundo relatos, o noivo acompanhava a atividade e passou mal ao chegar ao local, após a confirmação da morte da jovem, precisando receber atendimento médico.

A investigação busca esclarecer como ocorreu a falha operacional e identificar as responsabilidades dos organizadores da atividade.








