A pré-candidata a presidente Samara Martins (Unidade Popular) defende a mobilização popular para buscar o avanço de pautas de esquerda no Congresso Nacional. Samara é dentista do Sistema Único de Saúde (SUS) e até o momento é a única pré-candidata mulher na disputa pelo Palácio do Planalto.

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Samara Martins foi a segunda presidenciável entrevistada no podcast Café nas Eleições, do NSC Total. A pré-candidata, que concorreu a vice-presidente em 2022, defendeu a mobilização popular como principal “aliada” para defender o avanço de pautas defendidas pelo partido no Congresso.

— Grande parte da esquerda achou que fazer os acordos, inclusive com setores que não são de esquerda, é necessário para se manter no poder, para garantir a governabilidade. Nós acreditamos que a força popular é capaz de garantir a governabilidade — afirmou, citando exemplos como a PEC da Blindagem e o fim da escala 6×1, em que manifestações populares criaram pressão sobre parlamentares para as votações em Brasília.

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“Quem é mais amigo de Trump”

Ela defende que os acordos com setores mais conservadores “não servem ao povo” e critica a aproximação dos principais pré-candidatos à Presidência com o presidente norte-americano Donald Trump.

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— O que nós estamos vendo agora: vários dos principais pré-candidatos à Presidência tentando disputar quem é mais amigo do Trump. Um ser que representa o capitalismo extremo no nosso país — criticou, afirmando que os reais interesses americanos estariam em terras raras e petróleo brasileiros.

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Samara disse que o partido está aberto ao diálogo para montagem do programa de governo, mas enfatizou que se trata de “um programa socialista”.

— É um programa socialista, de bandeiras inclusive que a esquerda não deveria ter abaixado, como é a suspensão do pagamento da dívida pública, a reforma agrária, a reforma urbana, memória, verdade e Justiça, na luta contra a ditadura militar. Essas bandeiras nunca deveriam ter sido abaixadas pela esquerda para garantir governabilidade, para garantir esses acordões, essas frentes amplas e amplíssimas — criticou.