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    De olho no mosquito

    Santa Catarina confirma 95 casos de dengue em 14 dias   

    Até o dia 27 de julho somava-se 1.668 casos da doença no Estado. De acordo com a Dive/ SC, no mesmo período em 2018 haviam sido confirmados 54 casos.

    02/08/2019 - 06h30 - Atualizada em: 16/08/2019 - 06h22

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    Por Camila Levien
    (Foto: )

    Nesta quinta-feira (01) a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC) divulgou o balanço da Dengue em Santa Catarina e os dados apontam mais um aumento significativo. Até o dia 27 de julho somava-se 1.668 casos da doença no Estado, em comparação com o último relatório que levava em conta dados até 13 de julho houve um incremento de 95 ocorrências. Destes, 85 são autóctones (contraída dentro do Estado) e 10 importados. De acordo com a Dive/ SC no mesmo período em 2018 haviam sido confirmados 54 casos.

    O número de focos do mosquito também cresceu nesse período, com um incremento de 396. Ao todo entre 30 de dezembro de 2018 a 27 de julho de 2019, foram identificados 21.863 focos do mosquito Aedes aegypti em 182 municípios de SC. Comparando ao mesmo período de 2018, quando foram identificados 12.111 focos em 153 municípios, houve um aumento de 80,5% no número de focos detectados.

    Outros dados mostram sinais de estabilidade em comparação com o último levantamento. O número de municípios infestados não teve alteração, permanecem 94, a maioria na região Oeste. Veja a lista completa de locais:

    Listagem completa de municípios infestados em SC
    Listagem completa de municípios infestados em SC
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    Os três locais em epidemia no estado também se mantiveram, porém a taxa de incidência da doença cresceu em dois locais: Itapema com 645 autóctones, o maior número do Estado, onde a incidência passou de 958,1 para 1.019,8 casos por 100 mil/hab e Camboriú que com 353 ocorrências, viu a taxa ir de 421,9 para 436,7 casos por 100 mil/hab. Porto Belo, por sua vez, foi a única sem alteração permanece com a soma de 84 registros e 403,2 casos por 100 mil/hab.

    A caracterização de epidemia ocorre pela relação entre o número de casos confirmados e de habitantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o nível de transmissão epidêmico quando a taxa de incidência é maior de 300 casos de dengue por 100 mil habitantes.

    Dengue

    A dengue é uma doença infecciosa febril causada por um arbovírus, sendo um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Ela é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado. De acordo com a Dive/SC normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40° C) de início abrupto, que tem duração de 2 a 7 dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, a dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas.

    Prevenção

    Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;

    Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;

    Mantenha lixeiras tampadas;

    Deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;

    Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;

    Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;

    Mantenha ralos fechados e desentupidos;

    Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;

    Retire a água acumulada em lajes;

    Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;

    Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;

    Evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;

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