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    Dados da Capes

    SC é o único Estado em que as engenharias recebem mais bolsas que outras áreas

    Entenda para onde vão as bolsas de pesquisa do governo federal em Santa Catarina

    04/10/2019 - 09h03 - Atualizada em: 04/10/2019 - 12h24

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    Lucas
    Por Lucas Paraizo

    *Visualização de dados por Ângela Prestes

    Responsável por bolsas de pesquisa científica de pós-graduação no Brasil, com recursos para pesquisadores de universidades públicas e privadas em nível de mestrado, doutorado e pós-doutorado, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) foi um dos órgãos mais atingidos pelos cortes na verba do Ministério da Educação em 2019. Mesmo com o descongelamento de R$ 270 milhões anunciado na segunda-feira (30) e com o desbloqueio de parte das bolsas em setembro, somente em Santa Catarina pelo menos 109 pesquisas deixaram de ser contempladas com bolsas da Capes este ano. Em relação ao resto do país, SC tem uma particularidade em relação à destinação dos recursos: as engenharias recebem mais bolsas do que as demais áreas.

    Neste cenário, a Capes não contabilizou ainda os números efetivos de bolsas concedidas em 2019, mas informações disponíveis no sistema Geocapes, mantido pelo órgão, mostram o destino das verbas investidas em pesquisa no Brasil.

    No ano passado, segundo os dados, quase 102 mil bolsas foram mantidas pela Capes no país, 4382 somente em Santa Catarina — a maioria de mestrado e doutorado.

    O número faz Santa Catarina ser o 6º Estado do Brasil que mais recebe bolsas, com um investimento somente em 2018 de R$ 149,7 milhões (o número soma bolsas e outras atividades de fomento a pesquisa, como eventos).

    Na série histórica disponível no sistema da Capes, que conta as bolsas desde 1995, é possível ver o salto no número de benefícios concedidos entre 2006 e 2010, depois entre 2011 e 2014 — quando o Estado superou a marca de 4 mil bolsas e manteve o número estável até o ano passado.

    Na lista dos Estados que mais recebem bolsas, SC tem uma diferença em comparação com resto do Brasil: é o único Estado onde as engenharias são as áreas que mais recebem investimento.

    O dado inverte uma lógica do Brasil, onde o ranking das bolsas coloca em primeiro as ciências humanas, depois da saúde e depois agrárias, com as engenharias em quarto lugar.

    Por uma larga margem, a UFSC é a instituição de ensino que mais recebe bolsas em SC, seguida pela Udesc. Depois vem duas universidades do Vale do Itajaí: Univali e Furb.

    Navegue pelos gráficos abaixo e confira a distribuição das bolsas da Capes em Santa Catarina no ano de 2018, conforme os dados coletados no sistema Geocapes:

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