Santa Catarina teve, em 2025, 39.441 afastamentos do trabalho por transtornos mentais, o que coloca o Estado em quinto lugar no ranking nacional das unidades da federação com mais casos durante o ano. Os dados são do Ministério da Previdência Social, obtidos com exclusividade pelo g1.

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O Estado ficou atrás de São Paulo, que lidera a lista com 149.375 afastamentos; seguido de Minas Gerais, com 83.321 afastamentos; e o Rio Grande do Sul, com 46.738 afastamentos. Na quarta posição, está o Rio de Janeiro, com 41.997 afastamentos.

No Brasil, os afastamentos causados por ansiedade e depressão cresceram 15% em relação ao ano anterior. Ao todo, a ansiedade levou a 166.489 afastamentos, enquanto a depressão levou a 126.608. Com isso, esses motivos já são os segundos maiores responsáveis por afastamentos no país, atrás das doenças da coluna.

Veja o ranking

  • São Paulo – 149.375 afastamentos
  • Minas Gerais – 83.321 afastamentos
  • Rio Grande do Sul – 46.738 afastamentos
  • Rio de Janeiro – 41.997 afastamentos
  • Santa Catarina – 39.441 afastamentos
  • Paraná – 28.831 afastamentos
  • Bahia – 22.587 afastamentos
  • Pernambuco – 16.493 afastamentos
  • Ceará – 13.597 afastamentos
  • Goiás – 13.320 afastamentos
  • Distrito Federal – 12.588 afastamentos
  • Mato Grosso do Sul – 9.736 afastamentos
  • Paraíba – 9.457 afastamentos
  • Espírito Santo – 8.607 afastamentos
  • Rio Grande do Norte – 8.339 afastamentos
  • Pará – 7.770 afastamentos
  • Mato Grosso – 5.556 afastamentos
  • Maranhão – 5.386 afastamentos
  • Sergipe – 5.206 afastamentos
  • Piauí – 4.034 afastamentos
  • Alagoas – 3.606 afastamentos
  • Amazonas – 3.043 afastamentos
  • Rondônia – 2.102 afastamentos
  • Tocantins – 1.975 afastamentos
  • Roraima – 1.384 afastamentos
  • Acre – 1.186 afastamentos
  • Amapá – 579 afastamentos

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Em relação aos casos por 100 mil habitantes, Santa Catarina teve 481,7 casos a cada 100 mil habitantes. Em uma estimava populacional, o Estado lidera o ranking, seguido do Distrito Federal, com 420,2 afastamentos por 100 mil habitantes, e do Rio Grande do Sul, com 416 casos por 100 mil habitantes.

No Brasil, somente em 2025, foram 546.254 afastamentos do trabalho relacionados a saúde mental. Entre os motivos que mais aparecem para os afastamentos, estão: transtorno bipolar, dependência química, estresse grave, esquizofrenia e alcoolismo.

O que pode ter motivado o aumento dos pedidos de afastamento?

De acordo com especialistas ouvidos pelo g1, os afastamentos por saúde mental podem ter sido impactados pelas mudanças no mercado do trabalho, ainda fruto da pandemia, que trouxe a informalidade e o desemprego com mais força.

Dessa forma, vínculos precários, jornadas longas e com pressão podem ter relação com o aumento dos pedidos de afastamento. Os números, no entanto, podem ser ainda maiores, já que os afastamentos incluem apenas profissionais registrados e que se afastaram pelo INSS.

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Segundo os números, as mulheres representam mais de 60% dos afastamentos por saúde mental. Já os homens, representam pouco mais de 30%. Assim, os afastamentos também podem estar ligados a fatores sociais, como a menor remuneração, a responsabilidade do cuidado familiar e a violência, por exemplo.