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Pandemia

SC planeja ter vacina contra a Covid-19 em janeiro e reserva R$ 300 milhões para comprar doses

Governo de SC pretende divulgar na semana que vem um plano de imunização no Estado

11/12/2020 - 18h03 - Atualizada em: 11/12/2020 - 20h02

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Clarissa
Por Clarissa Battistella
Lucas
Por Lucas Paraizo
Vacina coronavírus
Ministério da Saúde disse que vai começar a distribuir doses entre janeiro e fevereiro, mas não confirmou qual será a vacina
(Foto: )

Santa Catarina espera ter vacinas contra o coronavírus entre janeiro e fevereiro de 2021 e conta com R$ 300 milhões do governo estadual separados para comprar doses caso seja necessário. O valor, segundo o Estado, deve ser suficiente para adquirir 5 milhões de doses. As informações foram confirmadas pelo governador Carlos Moisés (PSL) em reunião com secretários, deputados estaduais, prefeitos e representantes da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) nesta sexta-feira (11). A reunião começou às 17h e terminou por volta das 20h, com mais alinhamentos sobre vacinação e outras questões referentes à pandemia.

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Moisés confirmou que o Estado continua alinhado ao Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. Durante a reunião, o governador recebeu uma ligação do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que teria confirmado a expectativa de distribuição de vacinas — sem confirmar a marca — entre janeiro e fevereiro.

— Estamos comprometidos em garantir a imunização dos catarinenses. O governo federal é o responsável pelo Plano Nacional de Imunização e temos que acompanhá-los nesse sentido. A parte do governo estadual está sendo feita, com a preparação da logística, das equipes de profissionais e licitação de seringas — afirmou o governador.

Segundo Moisés, o Estado já comprou 15 milhões de agulhas nos preparativos para a imunização. O governo estadual também disse aos prefeitos que deve lançar na próxima semana o plano de imunização, com detalhes da logística para a vacinação dos catarinenses. Também nos próximos dias o secretário de Saúde de SC, André Motta, deve se reunir com representantes da farmacêutica Sinovac, responsável pela CoronaVac, vacina que está sendo produzida no Instituto Butantan, em São Paulo.

As negociações sobre a CoronaVac também estão na pauta da reunião. Após a assinatura do protocolo de intenção de compra nesta quinta-feira (10), envolvendo a Fecam e o Butantan, os prefeitos querem pressionar o governo do Estado a entrar na negociação e também garantir doses da CoronaVac, que ainda aguarda os resultados da fase final de testes e a liberação da Anvisa.

A Fecam ressaltou que na semana que vem irá encaminhar uma negociação com o Butantan para garantir a compra de 500 mil doses para SC — 10% das 5 milhões de vacinas que a entidade acredita serem necessárias para o Estado. Com a informação dada por Moisés de que existem R$ 300 milhões reservados para a compra de vacinas, a expectativa da Fecam é de que o governo de SC faça o pagamento, caso contrário já há um movimento de rateio entre as prefeituras.

Caso a compra de 500 mil doses da CoronaVac se concretize, o consultor de saúde da Fecam, Jailson Lima, acredita que seria o suficiente para iniciar a imunização em Santa Catarina e proteger profissionais de saúde e idosos com comorbidades.

Havia a expectativa de que a reunião desta sexta também confirmasse medidas sanitárias do Estado para a temporada de verão — inclusive com a liberação das praias —, mas os anúncios devem ocorrer apenas na segunda-feira.

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