Santa Catarina segue dominando o topo do ranking das cidades com metro quadrado mais valorizado do Brasil. O relatório do Índice FipeZAP referente a dezembro mostrou que o Estado continua com quatro municípios no top 5 do levantamento (veja lista abaixo). O estudo analisa os preços em 56 cidades do país.
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Balneário Camboriú seguiu na liderança, com metro quadrado avaliado em R$ 14,9 mil, seguida pela vizinha Itapema, com R$ 14,8 mil. A lista das top 5 tem ainda Vitória (ES), Itajaí e Florianópolis. O resultado repete o ranking de novembro, que tinha as cidades catarinenses predominando no topo.
Confira os preços médios por metro quadrado
- Balneário Camboriú (SC): R$ 14.906/m²
- Itapema (SC): R$ 14.843/m²
- Vitória (ES): R$ 14.108/m²
- Itajaí (SC): R$ 12.848/m²
- Florianópolis (SC): R$ 12.773/m²
Apesar de terem ainda os metros quadrados mais caros do país, as cidades de Santa Catarina viram o ritmo diminuir e não apareceram entre as que tiveram maior valorização dos imóveis ao longo do ano passado. A lista é formada por cinco capitais de estados. A maior variação foi de Salvador (BA), com alta de 16,25%.
Considerando somente as cidades catarinenses, a maior alta ao longo do ano passado foi de São José, na Grande Florianópolis, onde o valor do metro quadrado aumentou 11,31% — 10ª maior valorização entre as cidades analisadas em todo o país.
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A capital Florianópolis teve o 10º maior crescimento entre as capitais do país, e teve o metro quadrado estimado em R$ 12.773. A alta em relação a 2024 foi de 8,65%.
Confira maiores aumentos no preço do metro quadrado em 2025
- Salvador (BA): +16,25%
- João Pessoa (PB): +15,15%
- Vitória (ES): 15,13%
- São Luís (MA): 13,91%
- Fortaleza (CE): 12,61%
Embora tenham registrado valorização no valor dos imóveis e liderarem o ranking das moradias com metro quadrado mais caro no país, as cidades analisadas de Santa Catarina viram o ritmo do crescimento nos preços diminuir em comparação com os anos anteriores.
Somente São José, na Grande Florianópolis, e Itapema, no Litoral Norte, tiveram índices de valorização em 2025 maiores do que no ano anterior, 2024. Em São José, a alta foi de 11,31%, contra 10,94% do ano anterior. Já em Itapema, o resultado foi ligeiramente maior — 9,97% em 2025 contra 9,92% em 2024.
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Nas outras cidades, embora o preço dos imóveis tenha aumentado, o ritmo foi menor do que de anos anteriores. Em Balneário Camboriú, que chegou a ter alta de 21% no preço do metro quadrado em 2021 e 2022, a alta neste ano foi de 7,23%. Confira a variação das cidades de SC nos últimos anos no gráfico abaixo:
O que explica as mudanças no ranking
O vice-presidente de Incorporações do Secovi-SC, Marcos Alcauza, avalia que a variação do índice FipeZAP não reflete a realidade de valorização dos imóveis em SC.
Segundo ele, o indicador é feito com base na média dos valores dos anúncios de imóveis, mas essas divulgações nem sempre correspondem à realidade das propriedades.
— Em 2023, havia um otimismo ainda no mercado gerado pelo equilíbrio das contas públicas, do governo anterior, então havia uma disposição para investimento maior. As pessoas que anunciavam o imóvel pediam valores maiores, tentando puxar o valor [para cima]. Conforme entrou o novo governo, começou a desequilibrar as contas públicas, aumentar os juros do financiamento imobiliário, os compradores começaram a ficar mais criteriosos. Não quer dizer que não compraram, o mercado está vendendo bem, mas há um critério maior de escolha na compra. Com isso, os proprietários ou imobiliários acabam diminuindo os valores dos imóveis pedidos nos anúncios — analisa.
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Segundo Alcauza, no entanto, o valor real dos negócios fechados está acima do patamar do indicador, atualizando o valor dos imóveis no mínimo pela taxa Selic, em torno de 15%.
— O que mudou mesmo é a dinâmica dos anúncios em função do estado de espírito dos compradores, que hoje têm dúvida se deixam aplicado a 15%, se compram um imóvel… — avalia.






