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    Recomeços

    SC tem mais de 5,7 mil imigrantes cadastrados em sistema do governo; maioria é do Haiti 

    Florianópolis é a cidade que mais recebe os estrangeiros, seguida por Joinville, Itajaí e Chapecó

    27/10/2019 - 06h25 - Atualizada em: 27/10/2019 - 07h06

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    Lucas
    Por Lucas Paraizo
    Daana Jean tem 18 anos e veio do Haiti para Florianópolis
    Daana Jean tem 18 anos e veio do Haiti para Florianópolis
    (Foto: )

    A imigração faz parte do DNA catarinense. Um Estado formado pela colonização alemã em São Pedro de Alcântara, Joinville, Blumenau e todo o Vale do Itajaí. Pelos italianos que pararam no vale do Rio Tijucas e se instalaram nos entornos de Rio dos Cedros, Nova Trento, Urussanga e Nova Veneza.

    Dos poloneses e ucranianos que chegaram durante a segunda metade do século 19 e se instalaram no Norte e no Sul do Estado. Movimentos de pessoas que buscaram o recomeço em terras distantes e de língua diferente, e criaram raízes.

    Mais de um século depois, a imigração volta a transformar a cultura e os cenários de Santa Catarina. A história se repete, com povos que deixaram tudo para trás em busca de novas vidas e oportunidades. Haitianos, venezuelanos, argentinos, paraguaios, peruanos, sírios, palestinos. Pessoas de todos os cantos do mundo que se encontram em terras catarinenses.

    Não há um cadastro oficial de todos os imigrantes que moram em Santa Catarina atualmente, mas somente no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), do governo do Estado, 5.762 estrangeiros estão cadastrados atualmente.

    São pessoas que chegaram a SC e, em algum momento, receberam alguma assistência social. Quase metade dos imigrantes cadastrados tem o ensino médio completo, e o número de mulheres é pouco maior que o de homens. O maior número é de haitianos, com mais da metade dos imigrantes. Os que mais chegaram nos últimos meses foram os venezuelanos.

    Florianópolis é a cidade que mais recebe os estrangeiros, seguida por Joinville, Itajaí e Chapecó. Eles buscam oportunidades de emprego, estabilidade e segurança social. Chegam por diferentes razões, às vezes indicações de conhecidos ou pelos próprios processos de interiorização feitos pelo governo com os imigrantes nas fronteiras.

    Organizações sociais ou vinculadas às igrejas, como a Pastoral do Migrante, ajudam na acolhida dos estrangeiros com projetos voluntários. Oficialmente, o serviço é feito pelas secretarias de assistência social nos municípios.

    Até pouco tempo SC era um dos poucos estados do Brasil com um atendimento especializado, o Centro de Referência de Atendimento ao Imigrante (CRAI), que funcionava na região central de Florianópolis, mas encerrou os serviços após dois anos de contrato. Agora, quem centraliza o apoio aos estrangeiros são os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) ligados aos municípios.

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