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"Se você está conectado, está vulnerável", diz palestrante sobre cibersegurança na Expogestão, em Joinville 

Diretor-geral da Kaspersky, Claudio Martinelli falou sobre a necessidade da proteção digital para pessoas e empresas 

16/05/2019 - 13h23 - Atualizada em: 16/05/2019 - 18h27

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Hassan
Por Hassan Farias
 Martinelli falou sobre a necessidade da proteção digital para pessoas e empresas
Martinelli falou sobre a necessidade da proteção digital para pessoas e empresas
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A privacidade e a segurança digital foram temas da palestra que fechou a programação da manhã deste último dia de Expogestão, que acontece na Expoville em Joinville. O diretor-geral para a América Latina da Kaspersky, Claudio Martinelli, foi o palestrante responsável em mostrar à plateia a importância de manter os dados seguros na internet tanto no meio pessoal quanto no contexto das empresas.

Hoje, 4,2 bilhões de pessoas têm acesso à internet em todo o mundo e a cada nova conexão se abre a oportunidade dos criminosos digitais terem acesso à informações e dados pessoais dos usuários. Segundo o Fórum Econômico Mundial, os riscos de cibersegurança estão crescendo com potencial disruptivo em todo o mundo e os ataques contra empresas quase dobraram nos últimos cinco anos.

Martinelli mostrou que os prejuízos desses ataques podem ser ainda maiores, se levados em consideração os riscos financeiros, à imagem e à reputação da empresa. De acordo com o especialista, obter informações das pessoas é tão simples quanto ter um celular na mão.

— Se você está conectado, está vulnerável. Só depende de quanto interesse seu oponente tem e o dinheiro envolvido. Chamamos de oponente porque ele pode ser um hacker, um criminoso ou até um governo, vai depender apenas do interesse — explicou.

Os números de ataques no Brasil e no mundo

Claudio apresentou dados que mostram o prejuízo do cybercrime anualmente no mundo. Hoje, o número chega a US$ 500 bilhões, o que representaria o custo de 23 usinas hidrelétricas de Itaupú, segundo comparativo apresentado pelo palestrante.

— Com tanto dinheiro e crime envolvido, você acha que um antivírus baixado gratuitamente na internet vai resolver? Não, tem muita gente poderosa por trás disso — refletiu.

No Brasil, foram 248 milhões de ataques de malware apenas neste ano
No Brasil, foram 248 milhões de ataques de malware apenas neste ano
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No Brasil, foram 248 milhões de ataques de malware apenas neste ano, em uma média de 1,85 milhão por dia. Destes, 540 mil ataques foram apenas na plataforma móvel, principalmente em Android. Além disso, foram 22 milhões de ataques de phishing (envio de e-mails falsos ou direcionamentos à websites falsos). O país concentra 21% de todo o phishing do mundo.

As grandes ameaças da cibersegurança

Existem três ameaças-chave relacionadas à cibersegurança. A primeira dela é o ciberataque, onde não é necessário saber programar, já que hoje existe a possibilidade até de se contratar o serviço.

Martinelli contou que o Brasil produz 36% de todos os malwares do mundo e citou o exemplo de um vírus usado para roubar dinheiro de caixas eletrônicos controlados à distância que foi usado no país recentemente.

Outra ameaça é a sabotagem. O palestrante exemplificou com um caso real ocorrido no Irã, onde bases de urânio foram atacadas. Supostamente, um ataque realizado por uma nação, já que tratava-se de um vírus complexo e muito caro.

Por fim, a espionagem é a terceira ameaça-chave levando o especialista a afirmar que o novo campo de batalha global já é digital. Claudio citou o caso do vírus Careto, que teve como segundo maior alvo o Brasil e visou empresas do governo, de gás, óleo e energia em um ataque muito específico.

Como as empresas encaram a proteção digital

Mesmo diante desse contexto, as empresas continuam se comportando como pessoa física no momento de pensar a proteção digital. Elas se protegem como uma residência, mas movimentam muito mais dinheiro e ainda têm dificuldades em perceber o quão destrutivo pode ser um vírus.

Martinelli apontou que as decisões tomadas pelas empresas, independentemente de seu tamanho, levam mais em consideração a economia do que a questão técnica. O custo de aquisição é o único levado em conta, desprezando-se o custo de gerenciamento ao longo do tempo.

— Não existem soluções mágicas ou segurança digital que se venda em caixinha. É muito mais barato investir em segurança do que fechar uma empresa. O custo de uma boa política de proteção é muito menor do que o risco para a continuidade do negócio — salientou.

O palestrante ressaltou ainda que o recurso mais valioso do mundo deixou de ser o petróleo e passou a ser dado e informação. Os criminosos perceberam que hoje é muito mais fácil atacar uma empresa pequena ou média do que um banco brasileiro, justamente por elas se protegerem como uma pessoa física. Desta forma é que surge a necessidade das empresas de ter a consciência da proteção digital como algo extremamente importante para o negócio.

Martinelli é diretor-geral para a América Latina da Kaspersky Lab
Martinelli é diretor-geral para a América Latina da Kaspersky Lab
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Sobre o palestrante

Claudio Martinelli é diretor-geral para a América Latina há mais de uma década da maior empresa privada de soluções de segurança digital do mundo, a Kaspersky Lab. Com uma sólida carreira de 30 anos no setor, em empresas nacionais e multinacionais, Martinelli foi nomeado “pessoa do ano” da empresa, em 2017. É formado em Tecnologia da Informação pela Universidade Mackenzie, com especialização em Administração de Marketing pela Fundação Getulio Vargas.

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