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    Mudança na gestão

    Secretário de Saúde de SC deixa governo em meio a investigação sobre compra de respiradores

    Governo do Estado confirmou em nota pedido de exoneração feito por Helton Zeferino nesta quinta-feira (30)

    30/04/2020 - 21h52 - Atualizada em: 01/05/2020 - 10h23

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    Por Jean Laurindo
    Secretário comandava ações contra o coronavírus ao lado do governador Carlos Moisés
    Secretário comandava ações contra o coronavírus ao lado do governador Carlos Moisés
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    O secretário de Saúde de Santa Catarina, Helton Zeferino, pediu exoneração do cargo no fim da tarde desta quinta-feira (30). A saída dele foi confirmada à noite em nota oficial do governo do Estado.

    Zeferino deixa o cargo dois dias após a denúncia de supostas irregularidades na compra de 200 respiradores pelo valor de R$ 33 milhões. O valor foi pago adiantado pelo governo do Estado, que ainda não recebeu os equipamentos. A última previsão é de que os aparelhos cheguem ao Estado até 20 de maio.

    A denúncia foi revelada em reportagem do portal The Intercept Brasil.

    O nome do novo secretário deve ser divulgado nos próximos dias.

    O secretário de Saúde também deixa o Estado em meio à pandemia do novo coronavírus. Até a tarde desta quinta, o Estado tinha 48 mortes por causa da covid-19 e 2.394 casos confirmados.

    A Assembleia Legislativa (Alesc) havia aprovado na quinta-feira um requerimento que pedia ao governador Carlos Moisés (PSL) o afastamento do secretário de saúde. Segundo os deputados que assinaram o pedido, a medida seria necessária para garantir transparência às investigações sobre o polêmico processo de compra dos respiradores.

    Na quarta-feira, o governo de SC disse estranhar o pagamento adiantado e anunciou a abertura de duas sindicâncias na Secretaria de Saúde, uma auditoria na Controladoria-Geral e um inquérito pela Polícia Civil para apurar o caso.

    Na nota em que confirma o pedido de exoneração feito pelo então secretário, o governo agradece aos serviços do secretário e lembra que foi na gestão dele que houve uma redução da dívida da saúde do Estado, que chegou a R$ 750 milhões, e parcerias com hospitais filantrópicos.

    O Estado também destaca o trabalho feito até aqui no combate à pandemia do coronavírus e conduzido por Zeferino.

    A reportagem tentou contato com Zeferino na noite desta quinta para comentar a saída, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

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