A segunda cidade com o metro quadrado mais caro do Brasil decidiu doar terrenos avaliados em R$ 64,2 milhões. O motivo? Resolver uma demanda por moradia popular. O valor representa a soma dos preços dos quatro imóveis pertencentes à prefeitura de Itapema que serão destinados à construção de 1,1 mil apartamentos através do Minha Casa, Minha Vida.
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Os terrenos ficam nos bairros Casa Branca, Morretes e Sertão do Trombudo. Não serão apartamentos oferecidos gratuitamente, e sim, financiados para famílias com renda de R$ 2,6 mil a R$ 8 mil. Os imóveis devem custar entre R$ 210 mil e R$ 350 mil. Porém, as construtoras terão de dar um desconto aos compradores referente aos valores das áreas de terra recebidas para os imóveis.
As áreas definidas pela prefeitura são:
Terreno na Rua 802, no bairro Casa Branca, para 400 apartamentos;
Terreno na Rua 708, também no Casa Branca, para 320 apartamentos;
Terreno na Rua 406H, no bairro Sertão do Trombudo, para 240 apartamentos;
Terreno na Rua 430/428, no bairro Morretes, para 160 apartamentos.
As construtoras interessadas em tirar os condomínios têm até 8 de abril de 2026 para enviar a documentação. O cadastro habitacional ainda não está aberto para as famílias. Ele será lançado após a definição das empresas responsáveis pelas obras, de acordo com a prefeitura de Itapema.
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Em janeiro de 2026, Itapema tinha o segundo metro quadrado mais caro do país, na ordem de R$ 14.843, ficando atrás apenas de Balneário Camboriú. Com a ascensão do mercado imobiliário de luxo, o cidadão comum viu os preços médios dos imóveis na cidade dispararem e até mesmo o aluguel ficou muito pesado no orçamento de quem busca a casa própria.
Atualmente, segundo o governo local, o preço médio do aluguel de imóvel está em R$ 2,5 mil ao mês em áreas afastadas do Centro. O reflexo é direto na mão de obra da cidade. Sem ter onde se instalar, as pessoas se mudam de município.
Como era Itapema antes do “boom” imobiliário
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Canto da praia em Itapema na década de 1960 (Foto: Página “Antigamente em Itapema”, Facebook)
Canto da praia em Itapema, sem data (Foto: Página “Antigamente em Itapema”, Facebook)
Canto da praia em Itapema, 1978 (Foto: Sandro Pompêo, Arquivo pessoal)
Canto da praia e Praia Grossa, em Itapema, 1977 (Foto: Arquivo de Cleomar Machado)
Antigo Clube Cavalinho de Itapema (Foto: Paulo Roberto Campos, Arquivo pessoal)
Vista de Itapema do Morro do Encano (Foto: Willemien Verschoor, Arquivo pessoal)
Rio Perequê, entre Porto Belo e Itapema, em 1991(Foto: Fabiano Baron, Arquivo pessoal)
Carros passando pela praia de Itapema em dezembro de 1971 (Foto: Arquivo histórico, Divulgação)
Praia de Itapema, em 1980 (Foto: Acervo de Rocelito Souza Coelho)
Praia Central na década de 1980 (Foto: Junior Sena, Arquivo pessoal)
Pescadores enchendo a galeota em Itapema, sem data (Foto: Paulo Roberto Campos, Arquivo pessoal)
Panorâmica em 1994 (Foto: Paulo Roberto Campos, Arquivo pessoal)
Meia Praia sem muitos prédios, sem data (Foto: Itapema Mil Grau)
Meia Praia, em Itapema (Foto: Paulo Roberto Campos, Arquivo pessoal)
Venda de peixes em 1956, em Itapema (Foto: Acervo de Helmuth Hanemann)
Itapema no início dos anos 1990 (Foto: Arquivo de Irineu Antonio Beltramini)
Itapema em 1994 (Foto: Paulo Roberto Campos, Arquivo pessoal)
Itapema em 1985 (Foto: Adrian Karpu, Arquivo pessoal)
Itapema em 1975 (Foto: Arquivo de Cybele Cristina de Souza)
Itapema em 1975 (Foto: Arquivo de Cleomar Machado, Facebook)
Itapema em 1968 (Foto: Marcos Rene Rohden, Arquivo pessoal)
Itapema durante a enchente de 6 de janeiro de 1983, na saída do Rio Bela Cruz (Foto: Jose Meister, Arquivo pessoal
Hotel Plaza de Itapema, em 1978 (Foto: Sandro Pompêo, Arquivo pessoal)
Hotel Beira Mar, em Itapema, sem data (Foto: Prefeitura de Itapema, Divulgação)
Hotel Beira Mar em 1958 (Foto: Luis Carlos Gil Nunes, Arquivo pessoal)
Registro antigo de Itapema, sem data (Foto: Olga Nunes, Arquivo pessoal)
Registro antigo de Itapema, sem data (Foto: Arquivo histórico, Divulgação)
Entrada da Meia Praia, em Itapema, sem data (Foto: Fabiano Roberto Baron)
Casa na Meia Praia durante a década de 1980 (Foto: Paulo Roberto Campos, Arquivo pessoal)
Carroça em Itapema, ano de 1979 (Foto: Maeli Bernardes, Arquivo pessoal