Banhada pelo mar, Barra Velha é uma cidade localizada no Litoral Norte catarinense, sendo considerada a segunda que mais cresce no Estado. Isso porque entre 2010 e 2025 o município teve um crescimento de 136% no número de moradores, passando de 22.386 para 52.860 entre 2010 e 2025.
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Além do crescimento populacional, a cidade se destaque por outros fatores. É em Barra Velha que fica localizado o maior centro de distribuição da América Latina, que pertence à Havan. O negócio tem o tamanho de cerca de 28 campos de futebol. A unidade é responsável por fazer a distribuição dos produtos vendidos nas 190 megalojas de todo o Brasil.
Belezas naturais da segunda cidade que mais cresce em SC
Barra Velha tem experiências autênticas onde a natureza, a cultura e a tradição. Conforme o próprio site de Turismo da cidade, com seu litoral acolhedor e de fácil acesso, o município se destaca no turismo de sol e mar, oferecendo praias ideais tanto para o descanso quanto para a prática de esportes náuticos. O visitante aproveita o surf em boas ondulações, explora o vento constante para o kitesurf e windsurf, e ainda contempla paisagens únicas em voos de paramotor.
Para quem busca movimento e contato com a natureza, Barra Velha proporciona excelentes rotas de cicloturismo, conectando o litoral ao interior por caminhos que revelam belas paisagens e a vida tranquila do campo. A pesca, fortemente enraizada na cultura local, também se apresenta como experiência turística, seja acompanhando a rotina dos pescadores artesanais ou desfrutando da pesca esportiva.
Os imigrantes açorianos trouxeram suas tradições ligadas ao cultivo de alimentos, à religiosidade e ao mar. Legado presente até hoje no comércio de peixe na beira da praia, na cultura da banana, na gastronomia e nas festividades, como a Festa Nacional do Pirão, que celebra a iguaria.
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A história do início da cidade de SC
De acordo com o historiador José Carlos Fagundes, a história de Barra Velha inicia aproximadamente a cinco mil anos antes do presente (AP), quando se fixaram na região grupos de caçadores-pescadores-coletadores, também conhecidos como sambaquis.
Mais recentemente, na época do descobrimento do Brasil, o grupo que ocupava estas terras era de tradição “Guarani”. Por volta do século 16, Barra Velha passou a ser a porta de entrada de muitas expedições que adentravam para o interior do continente. Foi por meio do “Peabiru”, que iniciava na foz do rio Itapocu, por exemplo, o espanhol D. Alvar Nunez Cabeza de Vaca atingiu o Paraguai em meados de 1542.
As bases do povoamento inicial do município foram estabelecidas pelos vicentistas, ou bandeirantes, a partir de algumas iniciativas de mineração no rio Itapocu em meados do século 18. Entre 1810 e 1830 começaram a se estabelecer em Barra Velha os primeiros descendentes de imigrantes açorianos, que contribuíram fortemente na constituição demográfica da cidade e no conjunto de manifestações da cultura local.
Em 1842 uma parcela expressiva da população já era constituída de escravos, o que revela a importância do negro na construção da história do município. Na segunda metade do século 19, por sua vez, outros elementos étnicos como alemães e italianos se fixaram na região.
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