O mundial de futebol é uma competição que consagra um vencedor a cada quatro anos, mas sua história é feita também de campanhas marcantes que terminaram sem o troféu. Ao longo de quase 100 anos de história, somente oito países venceram o torneio. Neste período, muitas equipes chegaram cercadas de expectativa, com times estrelados e futebol encantador, mas acabaram batendo na trave.
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Alguns desses países construíram identidades futebolísticas reconhecidas mundialmente, influenciaram gerações e mudaram a forma de jogar, mesmo sem vencer uma Copa. São equipes que representaram escolas de futebol, revolucionaram conceitos táticos, produziram craques inesquecíveis ou simplesmente encantaram o mundo com campanhas improváveis. Em muitos casos, ficaram a poucos detalhes da vitória — um gol sofrido, uma virada improvável ou um lance decisivo —, transformando o que poderia ser triunfo em uma narrativa de quase-glória que atravessa gerações.
Seleções como Países Baixos, Hungria, Croácia, Suécia e Portugal marcaram a história das Copas do Mundo. Embora nunca tenham conquistado o título, essas equipes protagonizaram revoluções táticas, geraram elencos lendários, alcançaram finais e conquistaram o respeito global no mundial.
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Relembre quatro seleções marcantes que fizeram história na Copa do Mundo mesmo sem terminar como campeãs.
Hungria
Com um esquema tático inovador, golearam adversários e terminaram como vice-campeões de forma surpreendente após uma derrota na final. Liderada por Ferenc Puskás, a seleção de 1954 era considerada uma potência praticamente imbatível.
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Na fase de grupos, os húngaros atropelaram a Coreia do Sul por 9 a 0, venceram a Alemanha Ocidental por 8 a 3 e eliminaram Brasil e Uruguai no mata-mata. Porém, na final, sofreram uma derrota de virada por 3 a 2 em um jogo que ficou conhecido como “Milagre de Berna”.
A partida transformou aquela Hungria em símbolo das grandes seleções que encantaram o mundo, mas não conquistaram a taça do mundial de futebol.
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Portugal
Portugal construiu sua relevância no Mundial com jogos marcantes, especialmente em 1966, com a geração conhecida como “Os Magriços”, liderada por Eusébio. Ao todo, já terminou a competição duas vezes no top 4 e mesmo sem disputar uma final, a seleção portuguesa consolidou uma trajetória de protagonismo e competitividade em diferentes gerações.
Nas quartas de final contra a Coreia do Norte em 1966, Portugal viveu um dos jogos mais dramáticos da competição. Os coreanos abriram 3 a 0 ainda no primeiro tempo, mas Eusébio comandou uma virada histórica de 5 a 3.
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A caminhada portuguesa terminou na semifinal, diante da Inglaterra, que seria campeã daquela edição. Ainda assim, Portugal terminou em terceiro lugar e deixou sua marca no Mundial.
Países Baixos (Holanda)
É o maior símbolo de excelência sem taça. A famosa “Laranja Mecânica” de 1974 encantou o planeta com o “Futebol Total”, baseado em movimentação, pressão e ocupação inteligente de espaços, e chegou à final em três ocasiões: 1974, 1978 e 2010.
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Em 1974, a Holanda encantou na Copa da Alemanha Ocidental e chegou à final após grandes atuações, incluindo uma vitória marcante sobre o Brasil. Na decisão contra os donos da casa, os holandeses abriram o placar antes mesmo que os alemães tocassem na bola. Porém, a Alemanha Ocidental reagiu, virou o jogo e venceu por 2 a 1.
Croácia
Uma força recente, consolidada pelo talento de Luka Modrić, que surpreendeu o mundo chegando à final em 2018 e acumulando dois terceiros lugares em 1998 e 2022.
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Na final do mundial em 2018, contra a França, a Croácia perdeu por 4 a 2, mas saiu da Rússia com uma campanha histórica. A trajetória também ajudou Modric a conquistar a Bola de Ouro, encerrando naquele ano a sequência de domínio de Messi e Cristiano Ronaldo na premiação.
Mas nem todas as grandes campanhas passam pela final. Algumas seleções nunca disputaram a decisão, mas alcançaram semifinais e terminaram entre as quatro melhores do mundo, o que representa um desempenho de altíssimo nível no torneio mais difícil do futebol.
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Marrocos se tornou a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal de Copa do Mundo, em 2022. O feito não foi fruto do acaso, mas resultado de planejamento, investimento em formação e de uma geração espalhada pelos principais campeonatos europeus. Em 2026, já na primeira fase, empatou com o Brasil e passou pela Escócia, avançando para a próxima fase do mundial contra a Holanda na segunda-feira, dia 29 de junho, às 22h, no estádio de Monterrey, em Guadalupe.
O país que mais chegou a finais sem vencer a Copa
Entre todas as seleções que nunca conquistaram o título mundial, a Holanda ocupa um lugar único. Nenhum outro país disputou tantas finais de Copa do Mundo sem ser campeão. Foram três decisões perdidas, além de outras campanhas entre os quatro melhores, consolidando a Holanda como o maior exemplo de excelência histórica sem taça no futebol mundial.
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Perspectivas no Mundial de 2026
As potências tradicionais continuam fortes, mas já não intimidam como antes. A Argentina vem com o favoritismo da conquista do último Mundial e o talento do Lionel Messi, que está competindo pela última vez no torneio internacional. Liderando as apostas pelo título vêm a França e a Espanha, que simbolizam essa nova ordem e trazem cada vez equipes mais fortes.
Enquanto isso, seleções consideradas emergentes consolidam estruturas cada vez mais competitivas. A Croácia tornou-se uma especialista em campanhas longas, Marrocos mostrou que a África pode sonhar mais alto e Portugal chega com uma das gerações mais completas de sua história. E equipes como Japão, Estados Unidos e até o Equador apresentam evolução consistente, tal qual foi demonstrado pela vitória da seleção equatoriana contra a Alemanha, no jogo de quinta-feira (25), no estádio de Nova York/Nova Jersey, em East Rutherford.
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E o Brasil?
O Brasil carrega o tradicional favoritismo, mas chegou à Copa do Mundo de 2026 enfrentando forte desconfiança. As expectativas dividem-se entre a força das individualidades brasileiras e a consolidação de um padrão de jogo coletivo forte exigido para avançar no mata-mata da competição.
Com o chaveamento avançando, o Brasil tem se deparado com adversários taticamente muito organizados, como o Japão. Enquanto comentaristas apontam que o coletivo do adversário asiático pode impor dificuldades, a expectativa é que o talento individual brasileiro desequilibre a balança a favor da Seleção.
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Caso avance na segunda fase, a seleção brasileira voltará a campo em 5 de julho, em Nova Jersey, pelas oitavas de final. O adversário será o vencedor do confronto entre os segundos colocados dos Grupos E (França ou Noruega) e I (Costa do Marfim).
No fim das contas, a história da Copa do Mundo vai além do campeão. Ela também é escrita por seleções que, mesmo sem erguer o troféu, revolucionaram o futebol, emocionaram torcedores e provaram que o legado no esporte não se mede apenas em títulos.
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E para quem não quer perder nenhum lance das seleções do mundial, os QGs do Torcida SC espalhados por Santa Catarina se transformam em pontos de encontro para celebrar não só o Brasil, mas também o espetáculo do futebol e suas narrativas marcantes.
Confira os QGs do Torcida SC:
FLORIANÓPOLIS
Top Market Floripa – Rua Hoepcke, 168 – Centro, Florianópolis
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BALNEÁRIO CAMBORIÚ
PZ ECOMALL – Av. Brasil, 3393 – Centro, Balneário Camboriú
JOINVILLE
Una Park – Rua XV de Novembro, 1738 – América, Joinville
CRICIÚMA
Seu Bragança – Rua Tiradentes, 130 – Centro, Criciúma
CHAPECÓ
Saudoso Boteco – Av. Getúlio Dorneles Vargas, 1520N – Centro, Chapecó
BLUMENAU
Refúgio Patagônia – R. XV de Novembro, 400 – Centro, Blumenau
LAGES
Mercado Público de Lages – R. Hercílio Luz – Centro, Lages
O Torcida SC conta com oferecimento de Unifique, Slice, Havan em todo o estado e Honda Gabivel em Joinville.

