O bolso do brasileiro poderá ganhar fôlego a partir do próximo mês. Após um longo período de juros elevados travando o consumo, o Banco Central sinaliza que a Selic — atualmente em 15% ao ano — deve começar a cair na reunião de março. Segundo as projeções do Relatório Focus, a expectativa é que os juros terminem 2026 em cerca de 12,25%.
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Essa mudança de rota ocorre porque a inflação projetada (3,99%) permite ao Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir o custo do dinheiro sem perder o controle dos preços. O movimento tende a destravar a confiança do comércio, que recuou 6,1% segundo a CNC, facilitando o acesso ao crédito para famílias e empresas.
Calendário Copom 2026: as datas das reuniões do Banco Central
Para quem planeja compras grandes ou investimentos, o cronograma do Banco Central do Brasil é o melhor guia. O mercado, com projeções reforçadas pela XP Investimentos, aposta em cortes que seriam graduais de 0,50 ponto percentual:
- 17 e 18 de março: expectativa do 1º corte (de 15% para 14,50%)
- 12 e 13 de maio: projeção de queda para 14%
- 16 e 17 de junho: pausa estratégica para avaliação fiscal
- 4 e 5 de agosto: retomada do ciclo de baixa
- 15 e 16 de setembro: estimativa de 13%
- 3 e 4 de novembro: recuo para 12,75%
- 8 e 9 de dezembro: encerramento do ano em cerca de 12,25%
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Previsão Selic 2026: quanto você economiza na prestação da casa própria?
A queda da Selic mexe diretamente com o mercado imobiliário. Em novos financiamentos de R$ 300 mil (sistema SAC, 30 anos), a redução dos juros poderia representar economia real no bolso de quem vai contratar:
- Com Selic a 15% (hoje): prestação inicial média de R$ 3.850.
- Com Selic a 12,25% (dezembro): parcela inicial poderia cair para cerca de R$ 3.160.
- Economia: são aproximadamente R$ 690 a menos por mês em novos contratos.
O alívio também pode chegar aos novos financiamentos de veículos e eletrodomésticos, com parcelas estimadas entre 10% e 15% menores até o fim do ano.
Selic em queda: onde investir para ganhar mais com a redução dos juros?
A virada nos juros exige agilidade. Com a Selic em queda, investimentos pós-fixados — como o Tesouro Selic e CDBs 100% do CDI — tendem a perder rentabilidade automaticamente.
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Para garantir retornos maiores, a estratégia é migrar para os Títulos Prefixados agora. Ao “travar” taxas próximas ao patamar atual ainda esta semana, o investidor poderia garantir um lucro elevado antes que o Copom acelere os cortes. Outra alternativa segura seriam os títulos Tesouro IPCA+ (NTN-Bs), que oferecem proteção contra a inflação somada a uma taxa de juros real.
Fique atento: esta reportagem tem caráter meramente informativo e baseia-se em projeções de mercado que podem sofrer alterações. Os cálculos de financiamento e investimentos são simulações e não substituem consultas a instituições financeiras, órgãos oficiais ou assessoria profissional.
*Sob supervisão de Luiz Daudt Junior.










