Sem acordo, assembleia sobre futuro do JEC fica para março

Tanto o time quanto os cobradores pediram mais tempo para discutir questões sobre a recuperação judicial

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(Foto: Salmo Duarte, Arquivo AN)

A reunião desta tarde de quarta-feira (15) entre o Joinville Esporte Clube e seus credores não teve acordo e, por isso, a decisão sobre o futuro do clube ficará para 6 de março, às 14h. Tanto o time quanto os cobradores pediram mais tempo para discutir questões sobre a recuperação judicial.

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De acordo com o jornalista Beto Lima, da CBN Joinville, na quinta-feira (16) ocorre um novo encontro para se chegar a um consenso nas negociações antes da assembleia.

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Treinadores, jogadores e empresas: veja a lista de dívidas do JEC em recuperação judicial

O próximo encontro deve definir se haverá acordo entre o JEC e quem cobra dívidas do Tricolor, incluindo ex-dirigentes, treinadores, empresas e atletas. O processo inclui uma dívida de R$ 18,2 milhões, dividida entre 334 credores.

Maiores credores

Entre os maiores na categoria trabalhista estão o ex-treinador Adilson Batista, para quem o tricolor deve R$ 885 mil. O técnico ficou no clube por 50 dias e esteve à frente do time por apenas dez jogos.

Eles são separados em classes diferentes: trabalhistas, quirografários e micro ou pequenas empresas. A maior delas é referente às dívidas geradas pelos vínculos de trabalho, que somam 254 pessoas e R$ 13,3 milhões.

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Em seguida, ainda aparecem o atacante Jael, com R$ 595 mil; o atacante Edigar Junio, com 498 mi; o treinador Arthurzinho, com R$ 447 mil; e o goleiro Matheus Albino, com R$ 380 mil.

Nesta categoria, a lei da recuperação judicial prevê que o prazo para pagamento dos credores não pode ser superior a dois anos. Já no caso das demais classes, as dívidas poderão ser negociadas sem limitações.

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Nos bastidores do clube, há um temor de que os credores recusem o pedido de recuperação judicial. Conforme apuração do AN, há sinais de mobilização de advogados para usar o JEC como “exemplo”, preferindo punir o clube com a falência.

A ideia de recusar o pedido seria para evitar a impressão de que “qualquer um pode pedir recuperação judicial”, ou que o processo judicial seja um caminho garantido para que os clubes de futebol abatam parte das dívidas.

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