Treinadores, jogadores e empresas: veja a lista de dívidas do JEC em recuperação judicial

Processo prevê negociação de R$ 18 milhões, sendo mais de 70% envolvendo cobranças trabalhistas

Compartilhe:

Recuperação judicial do JEC foi aprovada na semana passada (Foto: JEC, Divulgação)

Com a aprovação do processo de recuperação judicial do JEC, os credores do clube foram intimados pela Justiça a se habilitarem ou questionarem os valores das dívidas divulgadas pelo Tricolor. A lista inclui empresas, treinadores, jogadores e dirigentes que passaram pela Arena e ainda têm dinheiro a receber.

Continua após a publicidade

> Acesse para receber notícias de Joinville e região pelo WhatsApp

O processo inclui uma dívida de R$ 18,2 milhões, dividida entre 334 credores. Eles são separados em classes diferentes: trabalhistas, quirografários e micro ou pequenas empresas. A maior delas é referente as dívidas geradas pelos vínculos de trabalho, que somam 254 pessoas e R$ 13,3 milhões.

Continua após a publicidade

Entre os maiores na categoria trabalhista estão o ex-treinador Adilson Batista, para quem o tricolor deve R$ 885 mil. O técnico ficou no clube por 50 dias e esteve a frente do time por apenas dez jogos.

Em seguida, ainda aparecem o atacante Jael, com R$ 595 mil; o atacante Edigar Junio, com 498 mi; o treinador Arthurzinho, com R$ 447 mil; e o goleiro Matheus Albino, com R$ 380 mil.

Nesta categoria, a lei da recuperação judicial prevê que o prazo para pagamento dos credores não pode ser superior a dois anos. Já no caso das demais classes, as dívidas poderão ser negociadas sem limitações.

Na classe de quirografários, os valores devidos chegam a R$ 4,8 milhões. São 68 credores, sendo que o principal nome é do ex-presidente do JEC, o empresário Vilfred Schapitz. Ele tem R$ 1,7 milhão a receber do clube, de acordo com o processo.

Continua após a publicidade

A menor fatia das dívidas do clube está entre as micro e pequenas empresas, que somam R$ 23 mil.

Made with Flourish

Dois meses para apresentar um plano de recuperação

O JEC tem 60 dias para apresentar um plano de recuperação, com detalhes de como pretende negociar e realizar o pagamento das dívidas com todos os citados no processo. A etapa seguinte consiste na intimação dos credores para se manifestarem em prazo de 30 dias em relação ao planejamento proposto pelo clube.

Continua após a publicidade

Se qualquer uma das classes de credores discodar com o plano é marcada uma assembleia para discutir a proposta com todos. Ela poderá ser realizada em até 150 dias, mas costuma demorar, em média, até um ano.

Para que o plano de recuperação siga adianta, ele precisa ser aprovado por todas as categorias de credores. Caso uma classe reprove a proposta, ainda há a possibilidade dos próprios credores apresentarem uma nova versão do plano.

Continua após a publicidade
Made with Flourish

Riscos de falência na recuperação judicial

Em um processo de recuperação judicial, há alguns riscos de falência para o devedor. Um deles é a perda do prazo de 60 dias para apresentação do plano e outra é a reprovação da proposta por parte dos credores durante a assembleia (no caso deles também não apresentarem uma nova versão do plano).

Além disso, o clube também pode ter a falência decretada após a aprovação do plano de recuperação. São os casos de descumprimento de algum parcelamento fiscal ou obrigação firmada com os credores. E também se for verificado que o patrimônio do devedor comece a ser esvaziado de maneira substancial.

Continua após a publicidade

Leia também:

JEC define modelo de clube-empresa e pode vender até 90% de suas ações; entenda

JEC deixa de receber R$ 200 mil para abater dívida de ex-jogador; entenda​

Continua após a publicidade

Chapecoense tem pedido de recuperação judicial aceito para quitar dívida de R$ 100 milhões