nsc
    dc

    Educação a distância

    Sem computador em casa, mãe busca apostilas na escola para garantir educação dos filhos em SC

    Com a suspensão das aulas presenciais, Janaína enfrenta um grande desafio para garantir que os filhos continuem estudando

    05/07/2020 - 10h00 - Atualizada em: 05/07/2020 - 10h48

    Compartilhe

    Por Ângela Bastos
    Janaína ajuda os filhos com os estudos através de apostilas que busca na escola
    Janaína ajuda os filhos com os estudos através de apostilas que busca na escola
    (Foto: )

    Dos três filhos de Janaína Consuelo de Oliveira Urnau dois estão na escola. Como a família não tem computador e internet, a mãe busca as apostilas de estudo na escola. Caio, seis anos, está no primeiro ano, enquanto a irmã Anaelice, nove anos, no quarto ano do ensino fundamental. 

    Janaína estudou até a 7ª série e diz ter dificuldades para ajudar nas atividades com maior grau de complexidade para a filha. A família mora no bairro Forquilhinha, em São José, na grande Florianópolis, e tenta uma rotina: diariamente das 10h às 12h, mãe e filhos se sentam na sala para fazer os trabalhos. 

    :: Alunos e pais de Santa Catarina esperam plano de volta às aulas presenciais

    A retirada das apostilas é quinzenal e o material só será corrigido quando as aulas presenciais recomeçarem, o que é um problema, pois existem exercícios que dependem do conhecimento anterior.

    Janaína conta que existe um grupo de pais para ajudar, que é feito pelo WhattsApp, mas nem sempre é possível. Ela conta que os filhos têm dificuldade para se concentrar.

    — A gente é mãe e as crianças não respeitam tanto quanto aos professores. Acho que muita gente está percebendo a importância do professor, que sabe ensinar e exigir disciplina das crianças. A gente deve valorizar muito o professor que consegue coordenar uma sala com 30 crianças. Aqui em casa é difícil, pois eles têm idades diferentes e riem muito na hora das tarefas.

    :: Piangers: A parte mais angustiante do momento que estamos todos vivendo juntos é que ele não parece ter um fim

    “Sinto falta da professora”

    Anaelice, nove anos, frequenta o 4º ano do Centro Educacional Municipal Santa Terezinha, no bairro Forquilhas, em São José. A menina achou uma coisa boa nesses tempos em que precisa ficar em casa:

    — A gente dorme mais – diz ela.

    Por outro lado, a menina conta que está com saudade da escola:

    — Sinto falta da minha professora, da merenda e da leitura – explica.

    Além disso, Anaelice sente falta das brincadeiras com os colegas na hora do recreio:

    — A gente se diverte juntos – conlui.

    Psicopedagoga Albertina Chraim dá dicas para os pais organizarem a rotina com os filhos:

    Leia também:

    Crônica: "Foram as minhas filhas que me ensinaram o valor das coisas"

    “Na batalha entre as telas e os especialistas, as telas venceram”

    Deixe seu comentário:

    Últimas notícias

    Loading... Todas de Educação

    Colunistas