Sem salário, funcionários do Sine paralisam atividades em cinco cidades do Vale do Itajaí

Governo do Estado disse que trabalha para tentar resolver o quanto antes a situação

Compartilhe:

(Foto: Patrick Rodrigues, Santa)

Há uma semana os cidadãos que precisam de atendimento presencial do Sine em cinco cidades do Vale do Itajaí têm encontrado as unidades de portas fechadas. O motivo é o atraso no pagamento dos funcionários terceirizados, que são responsáveis por receber e encaminhar as demandas do público. O problema afeta os postos de Blumenau, Balneário Camboriú, Rio do Sul, Itajaí e Ituporanga.

Continua após a publicidade

Receba notícias de Blumenau e região por WhatsApp

Os trabalhadores deveriam ter recebido o pagamento no dia 5 de fevereiro, mas isso ainda não ocorreu mesmo faltando poucos dias para a data do próximo salário.

Continua após a publicidade

Os servidores efetivos, que normalmente fazem apenas o trabalho administrativo, estão resolvendo o que conseguem por e-mail. As solicitações de seguro desemprego, por exemplo, podem ser feitas via site e aplicativo Carteira de Trabalho. Porém, se houver algum problema, a pessoa precisa ir pessoalmente a uma unidade do Sine. Como estão fechadas, a opção é pedir ajuda por e-mail.

Interessados em vagas também só conseguem se candidatar pela internet.

O governo do Estado informou que a empresa responsável pelos terceirizados vem apresentando problemas sistêmicos em diferentes contratos. Disse, inclusive, que existe um processo de penalização tramitando na Secretaria de Estado da Administração.

“Por força de contrato, a empresa deveria garantir, no mínimo, caixa suficiente para honrar o pagamento de três meses de salário dos terceirizados. No caso específico do contrato do Sine, os pagamentos vêm sofrendo atrasos desde novembro do ano passado. Alguns funcionários já estão há dois anos sem férias”, informou o governo do Estado.

Continua após a publicidade

A empresa, porém, disse que a situação ocorre o governo do Estado não tem efetuado os repasses desde dezembro do ano passado. O governo argumenta que isso ocorreu porque a gestão anterior não tinha feito o empenho do pagamento, mas garantiu que “providências estão sendo tomadas na tentativa de regularizar a situação com a maior brevidade possível”.

Leia mais

Influenciadora de Balneário Camboriú diz que sofre racismo por ser “branca transparente”

Continua após a publicidade

Pesquisa mostra Blumenau com a gasolina mais cara de SC antes do aumento