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COMUNICAÇÃO

Seminário da ANJ discute os chamados "deepfakes", a última geração da desinformação

Evento ocorreu nesta quinta-feira em São Paulo e, entre os participantes, está o americano Sam Gregory

17/10/2019 - 16h15 - Atualizada em: 17/10/2019 - 16h36

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Por Mayara Vieira
Presidente da ANJ, Marcelo Rech, que abriu o evento chamando os jornalistas de médicos da informação
Presidente da ANJ, Marcelo Rech, que abriu o evento chamando os jornalistas de médicos da informação
(Foto: )

As fake news foram motivo de preocupação na última eleição no Brasil e devem continuar sendo na próxima, em 2020. Mas as notícias falsas não estarão sozinhas. No trabalho de confundir, mentir e desinformar eleitores, a produção de conteúdo mentiroso ganha novo formato e sofisticação. São os chamados "deepfakes", vídeos feitos a partir da sobreposição de imagens usando inteligência artificial para manipular movimentos da face e da boca e fazer com que pessoas falem algo que nunca falaram.

O ex-presidente americano, Barack Obama, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, e o presidente Jair Bolsonaro já foram alvos dessa técnica. O assunto foi tema da principal palestra do seminário "Desinformação: antídotos e tendências", organizado pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) em comemoração aos 40 anos da entidade, na manhã desta quarta-feira (17), em São Paulo.

O americano Sam Gregory, especialista em novas formas de desinformação e diretor da Witness, organização que defende o uso da tecnologia na defesa de direitos humanos, falou sobre o tema para uma plateia de profissionais da imprensa, pesquisadores e estudantes de jornalismo.

Gregory explicou que, por enquanto, não é tão simples fazer um deepfake. No entanto, é questão de tempo até que qualquer um possa fazê-lo.

— Já existem alguns aplicativos e as técnicas, com certeza, vão se tornar mais fáceis e acessíveis — afirmou.

Em entrevista à NSC Comunicação, Gregory disse que é difícil prever se os deepfakes já serão amplamente usados nas eleições municipais no ano que vem. Segundo ele, havia a expectativa que eles já aparecem na última eleição dos Estados Unidos (EUA), o que não se confirmou.

Apesar de ainda não existirem ferramentas para se detectar os deepfakes, Gregory revelou que já há plataformas trabalhando nisso e que é preciso se preparar.

Para o presidente da ANJ, Marcelo Rech, que abriu o evento chamando os jornalistas de médicos da informação, é preciso trabalhar para combater o "vírus" da desinformação e encontrar medidas eficazes para tratar essa enfermidade.

— A educação midiática é uma medida para o longo prazo. No curto prazo, temos o jornalismo — completou.

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