Desde a pesquisa à finalização da série “Saneamento é o Básico”, apresentada no NSC Notícias na semana de 15 a 19 de dezembro do ano passado, foram cinco meses de trabalho – quase todo o segundo semestre de 2025. Neste processo vivemos a profunda e acalorada discussão das ideias, as marcações das entrevistas, a rica captação das imagens, o longo e meticuloso trabalho de decupagem e edição.

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— Ouvimos especialistas da engenharia sanitária para entender as causas do nosso atraso histórico em tratamento de esgoto. Depois, corremos pelo Estado para mostrar os exemplos que apontam caminhos para que Santa Catarina possa virar o jogo. Não falta tecnologia. O que nos falta é investimento e uma lei estadual que permita que os municípios possam se unir na busca de recursos — afirma o repórter da NSC Ricardo Von Dorff, que conduziu as reportagens da série.

Para entender as causas desse atraso, o primeiro passo da equipe da NSC foi de humildade: procurar quem entende do assunto e quem pode atuar para apresentar e implementar soluções. Foram ouvidos especialistas da UFSC, da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (Aris), do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC), do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), do Instituto Trata Brasil e da Casan.

A definição dos temas, dos roteiros e dos locais a serem visitados para mostrar gargalos e soluções aconteceu depois dessas conversas e, também, da análise dos dados disponíveis no Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa). É um painel que dá uma ampla ideia das melhores e piores situações em relação à coleta e tratamento de esgoto.

Depois disso veio um período de gravações em seis cidades. Primeiro, uma viagem ao Extremo-Oeste para mostrar boas alternativas em Descanso e Pinhalzinho, além de um exemplo do atraso em Videira. Na sequência, o destino foi o Norte do Estado, onde Jaraguá do Sul e Joinville são exemplo de boa gestão. Para fechar, os impactos ambientais do esgoto irregular despejado na Lagoa da Conceição, entre outras questões importantes em Florianópolis.

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— O desafio final foi organizar todo o material e editar de uma forma atraente ao público. A intenção é chamar a atenção para a necessidade de Santa Catarina avançar em saneamento básico. Nosso atraso no tratamento de esgoto é histórico e, no ritmo atual de investimentos, ainda vamos precisar de mais trinta anos para levar esgotamento sanitário a todos os catarinenses — completa Von Dorff.

Para mostrar, em cinco reportagens, um muito bem elaborado e equilibrado diagnóstico da situação do saneamento básico em Santa Catarina, fizemos mais de 30 entrevistas e gravamos 18 horas de material jornalístico. Desde as primeiras discussões, a série “Saneamento é o Básico” sempre teve como principal objetivo ajudar no desenvolvimento de Santa Catarina. Com extensa credibilidade, incansavelmente ouvindo todos os lados da discussão, como exige o jornalismo responsável, independente e profissional que fazemos na NSC.

Nossa Essência

O selo Nossa Essência tem o objetivo de valorizar o jornalismo que a NSC faz em todas as plataformas. Os conteúdos acompanharão grandes reportagens e séries, revelando bastidores e a apuração necessária antes da publicação. Eles também estarão disponíveis para os catarinenses em pílulas que mostrarão os conceitos básicos do jornalismo profissional e sua importância para a sociedade e a democracia. O Nossa Essência também levará os nossos princípios editoriais e éticos para universidades e escolas de Santa Catarina ao longo de 2026.