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PARALISAÇÃO GERAL

Servidores da Celesc decidem entrar em greve na próxima segunda-feira

Reunião com a presidência da empresa, marcada para a manhã desta sexta-feira, poderá mudar a situação

19/09/2019 - 22h07 - Atualizada em: 20/09/2019 - 14h12

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Clarissa
Por Clarissa Battistella
Servidores fizeram uma paralisação durante a semana, enquanto ainda tentavam acordo
Servidores fizeram uma paralisação durante a semana, enquanto ainda tentavam acordo
(Foto: )

Os trabalhadores da Celesc vão entrar em greve a partir da próxima segunda-feira (23), caso a empresa não volte atrás na decisão de cortar algumas cláusulas do acordo coletivo firmado no ano anterior. A decisão está tomada, mas uma reunião prevista para a manhã desta sexta-feira (20), entre o sindicato e a presidência da distribuidora de energia, negociará um possível acordo para solucionar a situação.

Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Florianópolis (Sinergia), Mario Jorge Maia, as assembleias não foram encerradas até esta noite — elas ocorrem por região, em todo o Estado. De qualquer forma, o número de trabalhadores que ainda votarão é insuficiente para reverter a decisão.

— Nós não entendemos por que estamos sofrendo esse ataque tão grande nos nossos direitos. Não pedimos nada demais, só não queremos perder os direitos que já tínhamos adquirido — disse Maia.

A partir das 6h da segunda, as lojas de atendimento da Celesc estarão fechadas, sem pedidos de ligação de luz, reclamações e outros serviços oferecidos.

Os trabalhadores devem atender apenas às urgências e emergências previstas em lei. Já nas residências, o religamento de energia poderá demorar por horas, por não se tratar de emergência.

— Em caso de falta de luz em hospitais, clínicas, penitenciárias ou delegacias, por exemplo, ou casos de acidente que derrubaram fios de alta tensão. Atenderemos serviços que colocam a vida da população em risco — esclarece Maia.

O que diz a Celesc

A reportagem entrou em contato com a Celesc para repercutir a decisão dos servidores. Uma nota foi enviada pela empresa, que disse ainda não ter sido comunicada oficialmente sobre a paralisação geral:

"Por enquanto não há greve deflagrada e as negociações continuam. Caso os sindicatos decidam por ela, precisam avisar oficialmente a Empresa com antecedência. Portanto, os serviços continuam funcionando normalmente e, desta forma, não vamos emitir opinião no momento".

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