Servidores de Florianópolis decidem por manter greve

Paralisação ocorre desde o dia 31 de maio

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(Foto: Sintrasem/Divulgação)

Os servidores de Florianópolis decidiram pela segunda vez em assembleia por manter a greve, nesta segunda-feira (5), em meio à tensão judicial entre a categoria e a administração municipal. A paralisação se encaminha para o sétimo dia consecutivo, enquanto o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem) aguarda uma nova rodada de negociação. As últimas discussões sobre o aumento salarial dos funcionários e uma futura terceirização dos serviços públicos ocorreram há mais de 40 dias, conforme diz a categoria. A prefeitura afirma que enviou uma “proposta justa e real” em meados de maio, mas que não foi aceita.

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Nesta segunda estava prevista uma audiência de conciliação entre as partes com o objetivo de negociar as reinvindicações, conforme a categoria. No entanto, a prefeitura não teria comparecido, segundo o Sintrasem, e, por isso, se optou por manter a paralisação por tempo indeterminado. A administração, porém, informou que não houve tal audiência e que “não vai se reunir com o sindicato enquanto o mesmo estiver “desobedecendo a justiça”. A prefeitura afirmou ainda estar em fase de contratação de terceirizados para “ocupar as vagas dos grevistas”. (veja as notas na íntegra abaixo)

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A greve ocorre desde o dia 31 de maio e foi considerada ilegal pela Justiça, que na última sexta-feira deu aval para que a prefeitura demitisse os servidores que aderem à paralisação, além de autorizar a intervenção da Polícia Militar nas manifestações. No sábado (3), a decisão foi publicada no Diário Oficial da União, e uma sindicância foi aberta para apurar a responsabilidade dos servidores no descumprimento judicial que pedia a volta do funcionamento integral dos serviços afetados. O sindicato repudiou a decisão nas redes sociais.

Impactos nos serviços públicos

Conforme a prefeitura, 17,43% dos profissionais efetivos aderiram a greve na área da saúde. Com isso, 47 Centros de Saúde, três CAPS e cinco policlínicas estão com atendimento afetado nesta segunda.

Já na área da educação, das 124 unidades, 14 estão sem atendimento. As demais, funcionam total ou parcialmente. Em relação a sexta-feira, houve uma queda no número de profissionais que aderiram o movimento. Cerca de 100 pessoas retornaram aos serviços no início desta semana.

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Veja notas na íntegra

Sintrasem

“Diante da falta de respostas aos repetidos pedidos de negociação dos trabalhadores, e da não participação da prefeitura na audiência de conciliação de hoje na Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego, a categoria decidiu, por unanimidade, a continuidade da greve por tempo indeterminado”.

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Prefeitura

A Prefeitura de Florianópolis informou que não há qualquer audiência no dia de hoje com o sindicato dos trabalhadores, já que o Sintrasem está descumprindo uma medida judicial. Por determinação da Procuradoria, o executivo não vai se reunir com o sindicato enquanto o mesmo estiver desobedecendo a justiça. A Prefeitura já iniciou sindicância e processo administrativo para exoneração de faltantes, conforme recomendação do Ministério Público e Tribunal de Justiça e também já está em fase de contratação de terceirizados para ocupar as vagas de grevistas.

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