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Sinais de reação na suinocultura

Aumento de preço aliado a queda de custos e melhora nas exportações traz esperança aos produtores

19/02/2019 - 20h45

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Darci
Por Darci Debona
Média do preço do suíno no ano passado ficou abaixo de R$ 3,00 por quilo
Granja São Roque, de Chapecó, fechou no ano passado pois o custo alto e o baixo preço dos suíno invialibizaram a produção
(Foto: )

Depois de um ano com preços básicos abaixo de R$ 3,00 por quilo vivo, com a média do ano fechando em R$ 2,92, contra média de R$ 3,14 em 2017, a suinocultura dá sinais de reação neste mês de fevereiro.

Nesta semana a Aurora Alimentos deu um reajuste de dez centavos no quilo do suíno pago aos integrados, elevando a remuneração de R$ 2,90 para R$ 3,00. Esse valor sem contar o bônus pela qualidade de carcaça, chamada de tipificação.

Com o aumento três da quatro maiores agroindústrias de suínos de Santa Catarina estão praticando o preço base de R$ 3,00, a Aurora, BRF e Pamplona. A JBS continua com R$ 2,90. Mas a expectativa é de novos aumentos, segundo o presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi.

- A gente percebe uma procura maior no mercado, pois alguns produtores venderam suínos com peso mais baixo no final do ano passado, houve um aumento de preço também no mercado independente, que passou de R$ 3,50 para R$ 3,80 e há um otimismo com relação à melhora da economia – disse Losivânio.

Outro fator que traz alívio para os produtores é uma queda no custo de produção. No ano passado chegou a ocorrer um aumento consecutivo durante onze meses, fechando o ano com um acréscimo de quase 10% no custo, que passou de quatro reais por quilo. No final do ano houve uma queda e agora está em cerca de R$ 3,80.

Mesmo assim o presidente da ACCS ressalta que é preciso melhorar o preço para dar lucro. Considerando um bônus de 10% pago sobre o preço base, a remuneração dos integrados iria para R$ 3,30, faltando cinquenta centavos para atingir o custo. Embora na realidade a maioria dos integrados não é mais dono do plantel e recebe por cabeça de suíno criada.

O analista de socieconomia Alexandre Giehl, do Centro de Socieconomia e Planejamento Agrícola da Epagri, disse que esse aumento de preço é conjuntural mas que, para se sustentar, depende de alguns fatores, como a reação do mercado interno e aumento das exportações.

No cenário externo há uma perspectiva de aumento de compras da China, devido à peste suína clássica no país asiático. Isso não ocorreu em janeiro, quando houve uma queda nas vendas brasileiras. No primeiro mês de 2019 o Brasil exportou 47 mil toneladas, numa queda de 10% em relação a janeiro do ano passado e 13% em relação a dezembro.

Santa Catarina, que respondeu por 53% do volume nacional, exportou 25 mil toneladas, com faturamento de US$ 47 milhões. Em relação a dezembro houve queda de 12% em volume e peso. Já em relação a janeiro de 2018 o valor caiu 8% mas o volume cresceu 2%.

Giehl disse que os primeiros dados de fevereiro apontam para um crescimento de 20% em relação a fevereiro do ano passado.

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