Em Balneário Camboriú, desde antes do Natal há hotéis com fila de espera para o Réveillon. Mas bem no auge da temporada, muitos ainda estão com dezenas de vagas abertas. O motivo? Falta mão de obra na cidade neste setor, segundo os empresários.

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Com o metro quadrado mais caro do país, o preço para morar em Balneário Camboriú vai às alturas mesmo para quem não vive esse luxo todo. Segundo a Associação dos Corretores de Imóveis da cidade, o aluguel de uma quitinete custa, no mínimo, R$ 1,5 mil no município.

Por outro lado, o salário base de uma camareira, por exemplo, é de R$ 2,1 mil. Ou seja, se morar no imóvel mais barato de Balneário Camboriú com esse salário, sobram R$ 628 pra todos os outros gastos. Esse cálculo é um dos motivos para falta de mão de obra..

O Hotel Sibara oferece vários benefícios e gratificações, além do salário. Mesmo assim, tem 22 vagas abertas, sem candidatos para elas, mesmo depois de anunciar em todas as formas possíveis. Até mutirão de contratação fez, mas apareceram apenas sete candidatos.

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O problema se repete em outros hotéis de Balneário Camboriú. A rede hoteleira do município, composta por 25 mil leitos, ainda precisa preencher pelo menos 400 vagas. Uma corrida contra o tempo às vésperas do Réveillon. Teve empresa que optou por capacitar quem não tem experiência nas funções ofertadas.

— Já que morar aqui é caro, muitos trabalhadores residem nas cidades vizinhas, mas aí vem outro problema: a falta de um transporte publico integrado — explica Diclei Gerhardt, analista de Recursos Humanos.

Osny Maciel, vice-presidente do Sindicato Hotéis e Similares de Balneário Camboriú, também pontua o que provoca esse apagão de mão de obra:

— Isso vem desde a pandemia. Com tudo fechado, as pessoas voltaram para os seus núcleos iniciais familiares. Mas depois também tem a falta de um transporte que interligue Itajaí, Camboriú, Navegantes e Itapema, que afeta principalmente o custo de vida.

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No balcão de empregos de Balneário Camboriú também sobram vagas para setor hoteleiro. Christina Barichello, secretária Municipal de Desenvolvimento e Inclusão Social diz que a prefeitura tem oferecido cursos à população para tentar ajudar a preencher as vagas da rede privada e mudar esse cenário atual.  

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