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A Barca Colon

Sociedade Alemã mantém viva a língua dos colonizadores de Joinville

Casa da Memória tem acervo público para pesquisa ou empréstimo a comunidade

08/03/2019 - 21h07 - Atualizada em: 12/03/2019 - 11h21

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Redação
Por Redação AN
Norma Ladis Kricheldorf, presidente da Sociedade Cultural Alemã
Norma Ladis Kricheldorf, presidente da Sociedade Cultural Alemã

Ao lado do Cemitério do Imigrante de Joinville, a Casa da Memória abriga um acervo de mais de três mil livros em alemão. A compilação foi feita a partir de doações pela equipe da Sociedade Cultural Alemã, entidade sem fins lucrativos criada em outubro de 1999. O acervo é aberto ao público para pesquisa ou empréstimo da comunidade.

A atuação da sociedade envolve a preservação da cultura alemã e também o incentivo a eventos culturais. Em 2002, surgiu, por exemplo, o Domingos Musicais, apresentando primeiramente música erudita, depois, introduzindo outros gêneros. O evento ocorre até hoje e enche o jardim ao lado da Casa da Memória.

A equipe também fez o levantamento e a pesquisa dos brasões de algumas famílias alemãs da cidade, que estão expostos na sede da sociedade. Além disso, a entidade mantém um grupo de conversação desde 2003, em que interessados em praticar a língua alemã podem participar. Em 2018, foi criado o grupo de iniciação em alemão.

– Manter este legado é muito importante. Em 2019 completaremos 20 anos, e estamos preparando uma comemoração. Hoje percebemos o aumento do interesse dos mais jovens pela história e pela cultura dos antepassados – ressalta Norma Ladis Kricheldorf, presidente da Sociedade Cultural Alemã.

Dorotea Kasten se formou especialista na Chocolate Academy Carma, em Zurique
Dorotea Kasten se formou especialista na Chocolate Academy Carma, em Zurique
(Foto: )

Joinvilense aprendeu técnicas de como fazer um chocolate na Suíça

O chocolate europeu, em especial o suíço, é um dos mais cobiçados e famosos do mundo. E foi na Suíça que uma empresária de Joinville aprendeu a técnica para desenvolver o doce aqui na cidade. Dorotea Kasten, também descendente de imigrantes, buscou aprimoramento e técnicas que alavancassem seu negócio. A Doce Beijo nasceu como uma bomboniere revendendo produtos de outros fabricantes, mas, com o crescimento, o passo seguinte foi produzir o próprio chocolate. Em 2008, ela se formou especialista na Chocolate Academy Carma, em Zurique.

– A diferença do chocolate suíço é o leite. As vacas são tratadas para isso. Até mesmo a movimentação delas nos pastos é motivo de festas na região – conta.

Dorotea Kasten, também descendente de imigrantes, buscou aprimoramento na Suíça
Dorotea Kasten, também descendente de imigrantes, buscou aprimoramento na Suíça
(Foto: )

A primeira fábrica mecanizada do produto surgiu em 1819, na Suíça. François-Louis Cailler transformou um moinho na fábrica de uma das marcas mais famosas.

Hoje, a empresária utiliza chocolate belga em seus produtos, mas todo o aprendizado de como fazer veio da Suíça. Durante anos, ela também trouxe produtos da Alemanha, pois, segundo Dorotea, o chocolate alemão tem a excelência como marca, na produção e na apresentação.

* Textos: Letícia Caroline Jensen, especial para o AN

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