Cristiano Domingues Francisco, soldado da Brigada Militar, foi preso temporariamente na manhã desta terça-feira (10), por suspeita no envolvimento no desaparecimento da família Aguiar, de Cachoeirinha, na região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Ele é o ex-companheiro de Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, que está desaparecida com os pais dela Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, desde janeiro. As informações são do g1.

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Nesta segunda-feira (9), a corregedoria da Brigada Militar passou a colaborar com o caso, o que levantou a suspeita de o brigadiano, termo utilizado no Rio Grande do Sul para designar os policiais militares da Brigada Militar do Estado, poderia estar envolvido.

A corregedoria realiza a fiscalização da conduta de brigadianos e apura, também, possíveis infrações, sejam elas disciplinares ou criminais. A Brigada Militar não divulgou quem seria o policial e nem qual o seu possível envolvimento no desaparecimento da família Aguiar.

Um celular encontrado também passará por perícia. O aparelho estava nas imediações da casa dos idosos. Até agora, não há informações sobre o que aconteceu com a família.

Suspeita é de homicídio ou cárcere privado

A investigação aponta que a principal suspeita é de que tenha acontecido um crime como homicídio ou cárcere privado, mas ainda não há informações concretas sobre o que aconteceu com a família.

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Silvana foi vista pela última vez em 24 de janeiro, mesmo dia em que publicou que sofreu um acidente em Gramado. A polícia, no entanto, afirma que o acidente nunca aconteceu, e que Silvana fez a publicação para despistar o desaparecimento. O celular dela está desligado desde então.

Um dia depois, os pais saíram para procurar a filha depois de saberem por vizinhos sobre a postagem. O delegado afirma que os idosos foram até a delegacia para registrar o desaparecimento da mulher, mas a unidade estava fechada. Também não houve mais informações sobre o paradeiro deles depois disso.

O carro de Silvana foi encontrado na garagem da casa dela, com a chave dentro de casa. Dessa forma, para os investigadores, isso descarta a hipótese de que ela teria viajado.

Na noite do dia 24 de janeiro, um carro vermelho foi visto entrando na casa de Silvana às 20h34min e saiu oito minutos depois. Quase uma hora depois disso, às 21h28min, o carro da mulher entrou na garagem. Já às 23h30min, mais um carro chegou até o local, ficou até às 23h44min, e foi embora. Ainda não há informações sobre a identificação dos motoristas desses veículos.

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Silvana tem um filho de 9 anos, que estava com o pai no fim de semana em que ela desapareceu. Ela trabalha com os pais como vendedora de cosméticos em um mercado que funciona na casa da família.