O amor pelos cavalos e o desejo de cuidar de pessoas deram origem a um projeto terapêutico que vem transformando vidas em Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina. Idealizada pela massoterapeuta e terapeuta holística Débora Rodrigues dos Santos, de 41 anos, a iniciativa utiliza cavalos como facilitadores em processos de cura emocional, autoconhecimento e libertação, por meio das constelações sistêmicas assistidas por equinos. As vivências ocorrem na comunidade da Linha Medianeira e têm atraído pessoas em busca de equilíbrio e reconexão com a própria história.
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Formada em Massoterapia e Terapias Integrativas, com atuação em Reiki, Programação Neurolinguística (PNL), Radiestesia e Constelação Sistêmica, além de professora do Senac, Débora conta que o projeto nasceu de um sonho cultivado desde a juventude. Apaixonada por animais, especialmente cavalos, ela chegou a ingressar na faculdade de Medicina Veterinária, onde conheceu a colega e amiga Célis Gasparetto, hoje proprietária do Rancho João. Juntas, elas idealizam o projeto.
– O sonho de trabalhar com equinos e crianças sempre esteve presente em nós – relata.
Por dificuldades financeiras, Débora não conseguiu concluir a graduação em Veterinária, mas encontrou nas terapias integrativas um novo caminho profissional. Com o tempo, a vontade de atuar com equoterapia e terapias assistidas por cavalos foi se fortalecendo, especialmente após o contato com as constelações familiares.
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A ideia ganhou forma quando Débora compartilhou o projeto com Célis e André, que prontamente aceitaram unir forças. O maior desafio, segundo ela, foi a estrutura. Apesar de já possuírem os animais na propriedade, não havia redondel nem espaço físico adequado para receber os atendimentos. Ainda assim, decidiram começar.
– Não tínhamos grandes estruturas, mas tínhamos algo muito maior: a vontade de transformar vidas. O início foi simples, marcado mais pelo propósito do que por recursos materiais. A confirmação de que estávamos no caminho certo veio logo nas primeiras vivências – relembra.
Após os primeiros encontros, ao ver o impacto do trabalho e ouvir relatos de pessoas que se diziam transformadas, Débora teve a certeza de que aquela era mais do que uma profissão.
– Eu disse para a Célis: é a nossa missão de vida. É isso que faz valer todos os desafios diários – conta.
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Hoje, as vivências em grupo são voltadas exclusivamente para mulheres, reunindo participantes com diferentes histórias, dores e feridas emocionais.
– Cada encontro é único. Ver mulheres se reconectando com elas mesmas e encontrando uma vida mais leve e feliz é algo que não tem preço – afirma.
Nos atendimentos individuais, o trabalho acontece entre o cliente e a manada, em um processo profundo de cura e libertação. Débora destaca que os atendimentos individuais são abertos a homens, mulheres, crianças e até empresas. A partir de fevereiro, as vivências em grupo também passarão a ter turmas mistas.
– Independentemente da questão que cada pessoa traz, cada movimento é profundo. Ver a transformação na vida de cada um gera apenas uma coisa: gratidão – resume.
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Segundo ela, o sentimento é de realização por poder desenvolver esse trabalho em Xanxerê.
– Muitas vidas estão sendo restauradas para viver o extraordinário que a vida nos permite – conclui.
Antonietas
Antonietas é um projeto da NSC que tem como objetivo dar visibilidade a força da mulher catarinense, independente da área de atuação, por meio de conteúdos multiplataforma, em todos os veículos do grupo. Saiba mais acessando o link.








