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Rebaixamento

STJD não aceita ação do Londrina contra o Figueirense

Caso será analisado pela Procuradoria, mas Alvinegro segue na Série B em 2020

09/01/2020 - 13h34 - Atualizada em: 09/01/2020 - 14h07

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Por Redação CBN Diário
Londrina tenta reverter o rebaixamento para a Série C
Londrina tenta reverter o rebaixamento para a Série C
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O caso do Londrina, um dos times rebaixados para a Série C de 2020, contra o Figueirense, não foi aceito pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) no julgamento realizado nesta quinta-feira (9). O STJD enviou os autos para serem analisados pela Procuradoria. O Figueira estará na Série B 2020.

O time paranaense pedia maior punição ao Alvinegro pelo W.O contra o Cuiabá na Série B do ano passado e por atrasos salariais com seus jogadores. A decisão foi comemorada pelo Figueirense, que assim permanece na Série B em 2020, embora o Londrina entenda que o caso continua.

— O advogado do Londrina, quando viu que não teria sucesso, protocolou uma segunda ação. Uma notificação de infração, como se naquele processo dos atrasos salariais, eles alegam que o Figueirense foi absolvido, mas que não deveria ter sido por usar documentos que não eram verdadeiros. Eles tentaram buscar meio de manter esse assunto em evidência, mas sem qualquer resultado prático em relação ao campeonato — comentou o presidente do Figueirense, Francisco de Assis Filho, o Chiquinho, em entrevista ao Debate Diário.

STJD revogou decisão de não homologar a Série B de 2019
STJD revogou decisão de não homologar a Série B de 2019
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Chiquinho esteve no julgamento realizado no Rio de Janeiro, que teve a decisão proferida pela maioria dos votos, e que revoga a liminar concedida de não homologação da classificação final da Série B 2019.

— Sem dúvida é um peso a menos. Estávamos confiantes, mas como você sabe, na justiça sempre pode acontecer alguma surpresa. O fato é que aconteceu o que nós imaginávamos. O Tribunal, por unanimidade, não reconheceu a denúncia do Londrina — comentou o presidente do Figueirense, Francisco de Assis Filho, o Chiquinho, que esteve no julgamento realizado no Rio de Janeiro.

O Alvinegro publicou em seu site uma nota oficial sobre a ação e sobre o julgamento. O clube afirmou, por meio da nota, que possui provas de que o Londrina teria oferecido vantagens aos atletas e ex-atletas do Figueirense em troca de declarações contra o Furacão.

Nota oficial do Figueirense

O Figueirense Futebol Clube informa que, em julgamento realizado pelo Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na manhã desta quinta-feira (09), ficou decidido, por unanimidade, o não conhecimento da Medida Inominada apresentada pelo Londrina Esporte Clube, solicitando a não homologação do resultado e a retirada de pontos do Figueirense na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro de 2019.

Com isto, a Confederação Brasileira de Futebol – CBF deve homologar o resultado final da Série B do Campeonato Brasileiro de 2019, sacramentando a permanência do Figueirense na competição deste ano, já que não há mais risco da retirada de pontos e o Furacão continua como 16º colocado, fora da zona de descenso. O clube paranaense, por sua vez, irá disputar a terceira divisão do campeonato nacional.

Ainda, o Figueirense recebe com tranquilidade a decisão do Pleno do STJD de encaminhar os autos, já decididos, para a Procuradoria Geral para análise de suposta “fraude”, já que possui todos os documentos comprovando a veracidade das provas apresentadas em julgamentos anteriores, inclusive estes colocados sob suspeita pelo Londrina Esporte Clube.

Inobstante a Procuradoria Geral do STJD entender por apresentar denúncia, a penalidade jamais será de perda de pontos, tão somente de multa ou suspensão da pessoa que utilizou e/ou se beneficiou do documento tido como falso.

Por fim, o Figueirense informa ter provas de que o Londrina Esporte Clube ofereceu vantagens a nossos atletas e ex-atletas em troca de declarações que poderiam auxiliar o clube paranaense na tentativa evitar o rebaixamento, confirmado hoje pelo Pleno do STJD. Este caso está em análise pelo departamento jurídico e pelo escritório contratado pelo Clube.

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