Tradicional em Florianópolis, a Subida do Morro da Cruz – Troféu Jornalista Roberto Alves chega à 36ª edição como um dos maiores eventos esportivos do estado. Criada em 1976, a competição já tem quase 50 anos de história, e embora tenha atravessado períodos de interrupção, já faz parte do calendário oficial da cidade. A edição deste ano está marcada para os dias 20 e 21 de junho.
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Um dos diferenciais da prova é que ela ocupa dois dos pontos mais simbólicos da capital, a Beira-Mar Norte e o Morro da Cruz. Além disso, o evento deve reunir mais de 400 atletas, entre categorias de base, master e elite, com competidores nacionais e estrangeiros.
Logo que a prova começou, a cidade de Florianópolis possuía uma forte tradição no ciclismo, e por isso, logo o evento teve a participação de seleções internacionais e atletas brasileiros de alto nível. Ao longo das décadas de 70 e 80, a Subida do Morro da Cruz ganhou destaque como uma das competições mais relevantes do país.
— Com o passar dos tempos, a prova foi ficando no esquecimento, e foi realizada pela última vez antes de um hiato em 1996, com a vitória do atleta olímpico Daniel Rogelin. Na pausa, Florianópolis e o ciclismo brasileiro ficaram sem a competição ciclística mais famosa do estado até 2005 — conta Diones Chinelatto, que é diretor técnico da prova.
Segundo ele, em 2006, o Senac realizou uma edição do evento, mas sem continuidade. A prova voltou com força em 2010, para comemorar o aniversário de Florianópolis, ano em que foi incluída no calendário oficial de competições definitivas da cidade. Com a nova fase, a prova também passou a homenagear o Jornalista Roberto Alves, um dos idealizadores do evento.
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Ciclismo como expressão cultural da cidade
A permanência da prova ao longo do tempo reflete mais do que uma competição esportiva, consolidando-se como parte da cultura de Florianópolis e da relação da população com a prática do ciclismo. O evento também reforça a ocupação dos espaços urbanos com atividades esportivas e de lazer.
— A prova integra o Ranking Nacional de ciclismo, e por isso, necessita fomentar as categorias de base, bem como as categorias de participação. Além disso, o evento reforça que o esporte promove, saúde, educação, integração social, hábitos de vida saudável e tantas outras virtudes indispensáveis para a nossa sociedade — afirma Diones.
Além do caráter cultural, a competição mantém relevância no cenário esportivo ao integrar o ranking nacional e atrair atletas de diferentes níveis. A edição de 2026 também contará com participação internacional, o que reforça a tradição da prova em receber competidores de outros países. Para esse ano, já está confirmada a presença de uma equipe da Argentina, enquanto um time uruguaio ainda está na etapa de confirmação.
Percurso pelos pontos mais simbólicos de Florianópolis
O formato da prova começa com um trecho de circuito urbano, pela Beira-Mar Norte, e segue com a tradicional subida ao Morro da Cruz, elemento que se tornou símbolo da competição ao longo das décadas. A dinâmica exige estratégia das equipes e resistência dos atletas, conforme explica Diones.
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— As primeiras duas horas da prova são para percorrer um percurso rápido e técnico, que exige um trabalho tático muito intenso. O objetivo para os atletas é chegar na subida o mais preservado possível, já que esse é o trecho mais difícil do trajeto. Eles precisam percorrer duas curvas de 180 graus, que têm bastante vento, o que complica bastante — afirma o diretor técnico.
A escolha do mês de junho também é estratégica para o evento, já que além do aniversário da cidade, a prova é realizada em um período de menor fluxo de pessoas. Assim, os participantes visitam a cidade fora da temporada, e também evitam o trânsito intenso do verão.
Programação mantém formato tradicional
A estrutura da competição preserva características consolidadas ao longo dos anos, com provas distribuídas em dois dias e diferentes categorias. No sábado, 20 de junho, as disputas das categorias de base e master ocorrem na Avenida Beira-Mar Continental, entre 11h30 e 16h30, em um circuito de 2,3 quilômetros.
No domingo, 21 de junho, a categoria elite disputa a prova principal na Beira-Mar Norte, das 6h às 9h30, com largada no Trapiche e chegada no alto do Morro da Cruz. O percurso de 2,8 quilômetros mantém o desafio histórico da subida como momento decisivo da competição.
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Para a edição de 2026, a prova conta com o apoio de empresários da cidade, além da NSC, Federação Catarinense de Ciclismo, Confederação Brasileira de Ciclismo e Guarda Municipal.

