Subvariante BA.2 da Ômicron pode ser mais contagiosa e menos grave; entenda

Espeialistas expliam os sintomas da BA.2, que já tem casos confirmados no Brasil

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Linhagem BA.2 da Ômicron pode ser mais contagiosa e menos grave (Foto: Andriy Onufriyenko / Getty Images)

Nos últimos dias, o Brasil registrou os primeiros casos da subvariante BA.2, da Ômicron. Apesar de só ter sido identificado agora aqui no país, o subtipo já é dominante na Dinamarca e vem crescendo em outras regiõess, como no Reino Unido.

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O médico infectologista Marcelo Daher, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), explica que o subtipo herdou da cepa original uma grande capacidade de propagação. 

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Segundo ele, dados mostram que a BA.2 é bem mais transmissível em comparação com as versões anteriores do coronavírus.

Apesar de existir o temor de que a nova versão continue mantendo os casos de Covid-19 em patamares altos – o que sobrecarrega a rede hospitalar, as informações até aqui dão conta de que o subtipo também não estaria relacionado a manifestações mais graves da doença.

— A Dinamarca, apesar do crescimento de casos e da prevalência da BA.2, decidiu abandonar as medidas de contenção e encarar a Ômicron como uma doença respiratória normal, como a influenza e os resfriados comuns — aponta o especialista.

Estudo feito no país mostra que a BA.2, da Ômicron, é até 33% mais transmissível do que a versão original (BA.1) e tem maior capacidade de infectar os imunizados.

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Os dados constam de análise feita por pesquisadores do Statens Serum Institut (SSI) com moradores de 8,5 mil residências dinamarquesas, entre dezembro de 2021 e janeiro deste ano.

— A doença vem repetindo uma característica que a Ômicron já apresentava. Uma tendência a ter um quadro muito mais nas vias aéreas superiores do que nas vias aéreas inferiores, o que torna a infecção mais branda — diz Daher.

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Sintomas e proteção

Segundo a infectologista Ana Helena Germoglio, o aparecimento de mutações é uma estratégia de sobrevivência dos vírus. Ela explica que o subtipo também se mostra mais transmissível, mas não é mais mortal.

De acordo com as informações disponíveis, os sintomas não são diferentes entre as subvariantes. 

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— Hoje, o que a gente vê mais são os sintomas gripais. Os pacientes que foram identificados com ela evoluíram com formas leves, mas não significa que não existirão quadros graves — aponta Germoglio.

A especialista ressalta a importância do uso contínuo de máscaras, do distanciamento social e da vacinação como medidas fundamentais para conter também o avanço dessa cepa do coronavírus.

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Reinfecção e a importância da vacina

Germoglio considera que existe um período de alta proteção até três meses depois da infecção por coronavírus

— É muito pouco provável que quem teve um quadro de infecção pela Ômicron, ou por qualquer outra variante, apresente uma nova infecção dentro dos próximos três meses — explica a médica.

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O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, segue defendendo a importância da vacinação. 

— Não há nenhuma suspeita de que a gente precise revacinar, ou mudar as vacinas, nem por conta da Ômicron nem da BA.2 — afirma Kfouri.

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Ele acrescenta que os estudos realizados para atualizações de vacinas buscam tornar os imunizantes mais eficazes a fim de evitar as formas leves da Covid-19. 

— O que as vacinas têm mantido com altíssima eficácia é o risco de evolução para as formas graves. Nós precisamos de vacinas que funcionem também para quadros leves, para diminuir a sobrecarga em hospitais — explicou Kfouri.

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Saiba tudo sobre a variante Ômicron

*Leia mais no Metrópoles, parceiro do NSC Total.

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